Iniquidade e civilização.

Gênesis 4: 19-24
 “E tomou Lameque para si duas mulheres; o nome de uma era Ada, e o nome da outra, Zilá. E Ada teve a Jabal; este foi o pai dos que habitam em tendas e têm gado. E o nome do seu irmão era Jubal; este foi o pai de todos os que tocam harpa e órgão. E Zilá também teve a Tubalcaim, mestre de toda obra de cobre e de ferro; e a irmã de Tubalcaim foi Naamá. E disse Lameque a suas mulheres: Ada e Zilá, ouvi a minha voz; vós, mulheres de Lameque, escutai o meu dito: porque eu matei um varão, por me ferir, e um jovem, por me pisar. Porque sete vezes Caim será vingado; mas Lameque, setenta vezes sete”.

Iniquidade é a qualidade de quem é iníquo, injusto e parcial; é o avesso de igualdade e equidade. Depois de muita busca, encontrei uma definição que muito se aproxima dos princípios divinos para o termo “equidade” – “Apreciação, julgamento justo. Respeito à igualdade de direito de cada um, que independe da lei positiva, mas de um sentimento do que se considera justo, tendo em vista as causas e as intenções”.

Quando paramos para observar a sociedade em si, constatamos o quanto os governantes – incluindo todos os cargos políticos – são desonestos para com o seu semelhante, seu próximo. Percebemos o quanto a grande maioria dos empresários, tratam seus funcionários ou colaboradores sem a mínima consideração pela necessidade que eles têm em trabalhar. Concluímos que, até mesmo, as próprias pessoas que às vezes estão vivendo sobre as mesmas condições, querem de alguma forma, obterem privilégios em detrimento à necessidade do seu “irmão”. Evidentemente que não estou generalizando, pois sabemos que em meio a tantos “iníquos”, existem os que, mesmo não sendo servos de Deus, fazem suas obras de bom coração.

Em Janeiro/2020, nossa região foi assolada por chuvas torrenciais que inundou e destruiu cidades inteiras. Famílias, muitas famílias, perderam todos os seus bens (materiais) e, em muitos casos, restando somente a roupa com que estavam vestidos. Os governantes com seus discursos demagógicos prometeram socorrer as vítimas, porém, sabemos que tal socorro não chegará às mãos dos necessitados. Campanhas de arrecadação para as vítimas das enchentes foram feitas pelos mais diversos grupos da sociedade e, como sempre, a solidariedade, o amor, a comiseração e a piedade pelo próximo são evidenciados pelo volume das arrecadações, e o mais impressionante não é a apenas a quantidade, mas a qualidade de tudo. É digno de nota, elogiar o sentimento que move as pessoas numa situação como esta.

Contudo, nem todas as coisas são como contos de fadas e, no meio de tanta gente sendo solidárias ao necessitado estão, também, os iníquos. Infelizmente, ficamos sabendo, de que muitas das arrecadações, por causa da excelente qualidade que tinham, não chegaram ao seu destino e, a distribuição realizada com iniquidade. Por exemplo, uma família teve sua casa totalmente destruída, as doações que lhe foi entregue consistiam em material de limpeza. Outros perderam todos os eletrodomésticos – fogão, geladeira etc., receberam cesta básica. Faço uma pergunta idiota para os sábios de plantão: – onde essas famílias vão cozinhar ou armazenar os que receberam e, no caso anterior, eles vão limpar o que?

Equidade é quando se dá aos necessitados aquilo que lhe é proporcional à necessidade.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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One thought on “Iniquidade e civilização.

  • 21 de fevereiro de 2020 em 16:18
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    Boa tarde , muito boa sua colocação, bom seria que em cada ponto de arrecadação houvesse um parente das vítimas pra registrar o que se é doado , pois muita coisas chegam às mãos de quem arrecada , porém não chegam às mãos de quem foi atingido, inclusive os milhões que o governo federalvdestina mais os bandidos que recebem não repassam , não informam e nem prestam contam

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