A tentativa de unificação global.

Gênesis 11: 1-10
 “E era toda a terra de uma mesma língua e de uma mesma fala. E aconteceu que, partindo eles do Oriente, acharam um vale na terra de Sinar; e habitaram ali. E disseram uns aos outros: Eia, façamos tijolos e queimemo-los bem. E foi-lhes o tijolo por pedra, e o betume, por cal. E disseram: Eia, edifiquemos nós uma cidade e uma torre cujo cume toque nos céus e façamo-nos um nome, para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra. Então, desceu o Senhor para ver a cidade e a torre que os filhos dos homens edificavam; e o Senhor disse: Eis que o povo é um, e todos têm uma mesma língua; e isto é o que começam a fazer; e, agora, não haverá restrição para tudo o que eles intentarem fazer. Eia, desçamos e confundamos ali a sua língua, para que não entenda um a língua do outro. Assim, o Senhor os espalhou dali sobre a face de toda a terra; e cessaram de edificar a cidade. Por isso, se chamou o seu nome Babel, porquanto ali confundiu o Senhor a língua de toda a terra e dali os espalhou o Senhor sobre a face de toda a terra. Estas são as gerações de Sem: Sem era da idade de cem anos e gerou a Arfaxade, dois anos depois do dilúvio”.

Torre de Babel, essa expressão não aparece no AT, mas é usada para descrever a torre construída pelos primeiros habitantes na planície de Sinar. Moisés, ao descrever o comportamento dos homens e a motivação com que intentaram construir a torre, nos transmite uma mensagem muita clara a respeito do que era o simbolo da torre – orgulho e ambição humana, visivelmente percebia-se que ela estava destinada a cair mesmo antes de ter sido concluída. Ninguém sabe onde ela estava, ou está. Uma tradição judaica diz que o fogo desceu do céu e a consumiu até os alicerces. Outra tradição afirma que ela foi derrubada pela força do vento. Moisés,  usou a história para esclarecer a origem da variedade de línguas da raça humana. O orgulho e a desobediência do homem tiveram como resultado a confusão e a dispersão, como aconteceu no caso do pecado de Adão de Eva.

Como falamos anteriormente, a responsabilidade de repovoar a Terra desolada, da qual tão recentemente havia o dilúvio varrido a corrupção moral, Deus preservou, dentre toda a humanidade daquele tempo, apenas uma família, a casa de Noé, oito pessoas, a quem Ele declarou: “… te hei visto justo diante de Mim nesta geração”. Porém, nos três filhos de Noé imediatamente se desenvolveu o mesmo comportamento que se via no mundo antes do dilúvio. Em Sem, Cam e Jafé, que seriam os percussores do gênero humano, estava revelado o caráter de sua posteridade.

Por algum tempo os descendentes de Noé continuaram a habitar entre as montanhas onde a arca repousara. Propagaram-se consideravelmente e, a apostasia culminou com uma divisão. Havia os que desejavam se esquecer de Deus, e viverem ao seu próprio modo, o modo de vida de seus companheiros que temiam a Deus, constantemente os incomodavam; por isso, resolveram separar-se dos que temiam a Deus. foram habitar numa região da planície de Sinear, nas margens do rio Eufrates.

Após fixarem-se na região, resolveram edificar uma cidade, e na cidade uma torre. Uma torre tão alta, que ela haveria de tornar-se uma maravilha do mundo. A razão destes empreendimentos era impedir que o povo se espalhasse ao longe. Deus determinara que os homens se dispersassem pela Terra toda, para povoá-la e subjugá-la; mas estes construtores de Babel resolveram conservar unida a sua comunidade, em um corpo, e fundar uma monarquia que finalmente abrangesse a Terra inteira. O intuito era transformar a cidade em  um império universal. A estupenda torre, atingindo os céus, tinha por fim permanecer como um monumento do poder e sabedoria de seus construtores, perpetuando a sua fama até as últimas gerações.

Os moradores da planície de Sinear não deram crédito ao que Deus falara –  de que não mais traria um dilúvio sobre a Terra.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Dicionário Bíblico Wycliffe

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