Paulo prega durante três meses na sinagoga de Éfeso.

Atos 19: 8
 “E, entrando na sinagoga, falou ousadamente por espaço de três meses, disputando e persuadindo-os acerca do Reino de Deus”.

A situação com que Paulo se deparou na igreja de Éfeso, foi um bando de “crente” que não compreendia nada do cristianismo. Era imprescindível, necessário e urgente que se fizesse um reparo em muitos conceitos “teológicos” daqueles “crentes”. Não que eles estivessem cometendo heresias deliberadamente e, por isso, não estavam salvos, o problema não era o que estavam fazendo, mas aquilo que estavam deixando de fazer, pelo fato de não terem recebido o devido ensinamento. Aqueles crentes incompletos conheciam a condenação, mas não a graça de Cristo nem a ajuda do Espírito Santo. Sua religião era inevitavelmente uma luta que não havia alcançado o momento da paz.

Entendo que muitos de nós deveríamos agir tal como Paulo, isto é, em vez de engolirmos certas asneiras ditas por uma safra de “pregadores” sem nenhuma noção de doutrinas bíblicas, deveríamos nos opor com veemência contra estes discursos e poupar o povo de Deus de muitos males.

Assim como na igreja de Éfeso, onde os crentes não sabiam nada acerca do batismo do Espírito Santo, muitos crentes nos dias de hoje desconhecem, por falta de ensino, algumas doutrinas bíblicas, me arrisco a dizer que desconhecem os princípios mais básicos do cristianismo. Sou capaz de afirmar que tem muito crente que não sabe o que é justificação. Não falo do significado literal do termo, mas o que a justificação muda no crente salvo. Aliás, eu digo que não há somente crentes que não sabem disso, sem sombra de dúvidas existem alguns “teólogos” por aí que, também, não sabem isso.

Entendo perfeitamente, que certas questões não influenciam em nada  na salvação das pessoas, mas o problema não é isso, o problema é o que o crente deixa de desfrutar neste mundo por não saber o significado e a importância de determinados assuntos. Que vida espiritual miserável viviam os crentes de Éfeso e, tudo isso, pela falta de conhecimento do batismo no Espírito Santo. Se algum deles morresse sem experimentar o batismo no Espírito Santo, claro que não deixaria de ir para o Céu, mas indiscutivelmente não desfrutaram a vida plena em Jesus Cristo que poderiam ter vivido neste mundo.

Certamente que a disputa de Paulo com aqueles “religiosos” girava essencialmente entorno das doutrinas bíblicas e não, exclusivamente, entorno dos dogmas da religião judaica. A questão não é o que a religião determina como regra, mas o que a Bíblia nos estabelece como parâmetro.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Comentário Bíblico de Atos – Willian Barclay

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