Paulo admoesta a igreja e lembra dos três anos de ministério em Éfeso.

Atos 20: 28-31
 “Olhai, pois, por vós e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue. Porque eu sei isto: que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não perdoarão o rebanho. E que, dentre vós mesmos, se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si. Portanto, vigiai, lembrando-vos de que, durante três anos, não cessei, noite e dia, de admoestar, com lágrimas, a cada um de vós”.

Não fugindo à minha característica, vou ser bem direto em algumas perguntas direcionadas a você, meu dileto (a) leitor (a): qual o conceito que você tem por igreja? O que representa, para você, a igreja? Você tem sido a igreja que foi erguida para proclamar o Evangelho de Cristo? Qual é o prognóstico que você traça de si mesmo como igreja? De quem é a responsabilidade sobre o péssimo estado (na questão espiritual) em que se encontram as igrejas atualmente?

Não me canso de dizer que estamos rodeados por perigos que, fatalmente, nos atingirão caso não estejamos vigilantes e, não falo isso por mim mesmo, mas entendendo tudo quanto está asseverado na Palavra de Deus. Nosso Deus, desde o início, tem advertido o homem sobre os perigos que infalivelmente acarretam a quebra da comunhão e o rompimento do relacionamento entre o homem e Ele. Os perigos que conduzem o homem a queda espiritual são reais e iminentes e a responsabilidade de nos livrar deles não é do nosso Deus, essa tarefa é nossa – “Por que estais dormindo? Levantai-vos, e orai para que não entreis em tentação”.

O texto bíblico acima, proposto como base para a nossa argumentação, nos fala de uma exortação de Paulo aos líderes das igrejas, e essa mensagem é válida até os nossos dias, ela deve ressoar em nossos ouvidos como se as estivéssemos ouvindo do próprio Paulo, sobre os perigos que rondam a igreja. Perigos, esses, que estão camuflados em três lugares distintos – ao nosso redor; em nosso meio; e, dentro de nós.

Ao nosso redor entendemos que são todas as coisas que buscam nos influenciar fazendo-nos desviar de nossa rota rumo ao Céu. Pedro nos adverte dizendo que – “Sede sóbrios, vigiai, porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar”; em nosso meio, sabemos que fala daqueles que estão dentro das igrejas trabalhando para minar a fé dos crentes com ensinos perniciosos que não promovem apenas um desvio doutrinário, mas que provocam a queda e morte dos incautos e a respeito desta situação, Jeremias profetizou o seguinte – “Porque assim diz o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel: Não vos enganem os vossos profetas que estão no meio de vós, nem os vossos adivinhos, nem deis ouvidos aos vossos sonhos que sonhais”; e, dentro de nós, nos remete a responsabilidade que temos, obrigatoriamente, que ter conosco mesmos acerca da nossa própria vida espiritual. Paulo nos exorta acerca desta questão, dizendo-nos o seguinte – “Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe que não caia”.

Diante do que foi exposto, concluímos que a responsabilidade de manter em pé o pastor não é da igreja É DELE MESMO – “Olhai, pois, por vós e por todo o rebanho”. A igreja contribui com ele nessa tarefa.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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