O encontro de Paulo com os doze discípulos em Éfeso.

Atos 19: 5-7
 “E os que ouviram foram batizados em nome do Senhor Jesus. E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e falavam línguas e profetizavam. Estes eram, ao todo, uns doze varões”.

O ladrão crucificado ao lado de Jesus é um ótimo exemplo para comprovar que a salvação efetuada por Cristo Jesus é instantânea e imediata. Nada se deve acrescentar à obra efetuada por Jesus, desde que, o salvo não tenha tempo hábil para testemunhar do que lhe foi concedido graciosamente. Porém, os salvos que dispuserem de tempo para dar testemunho desta maravilhosa obra de Jesus, devem buscar poder do alto para falarem com ousadia e intrepidez, testemunharem do amor de Deus e trabalharem com dedicação a fim de que outras pessoas sejam alcançadas.

A atitude de Paulo em relação àqueles homens não denota o comportamento arrogante de alguém que pensa que a única obra válida é a que ele realiza, tipo: “minha” oração é a melhor e mais poderosa; “minhas” profecias são as únicas que se cumprem; “minha” pregação é a única feita no poder de Deus com capacidade de alcançar os pecadores; o culto que “eu” dirijo é o único onde o Espírito Santo opera com poder; o “meu” louvor é o único que toca o coração de Deus; enfim, a atitude de Paulo não era movida por esses sentimentos mesquinhos, antes, ele estava acrescentando sobre uma base já posta um “ingrediente” necessário para a solidez da fé.

Os dons do Espírito Santo, o batismo nas águas, a ceia do Senhor que celebramos periodicamente nas igrejas e as funções ministeriais não podem ser vistos como elementos imprescindíveis a nossa salvação, pelo contrário, eles são sinais e símbolos que evidenciam que estamos salvos. Entenda que o ladrão na cruz não teve tempo de realizar nada disto, e foi salvo. Vale ressaltar que este episódio na cruz, envolvendo o Senhor Jesus e os dois ladrões, deixa bem claro que a salvação do homem pecador só pode ocorrer quando este se dispõe a ser salvo. Não estamos dizendo que é o homem que, deliberadamente, escolhe ser salvo, mas que é ele quem decide se quer ser salvo ou não quando esta lhe é apresentada.

Para refutar a ideia de alguns que dizem que Paulo foi o maior e melhor apóstolo, sendo que ele mesmo não se via assim – “Porque eu sou o menor dos apóstolos, que não sou digno de ser chamado apóstolo, pois que persegui a igreja de Deus”, o fato de ele impor as mãos sobre aqueles homens não denotava um maior poder que os outros, mas, servia para confirmar sua autoridade entre os crentes. Ao usar Paulo para transmitir o dom do Espírito, Deus afirmou a autoridade apostólica de Paulo e uniu a igreja de Éfeso a outras igrejas.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Comentário Bíblico Expositivo do Novo Testamento – Warren W. Wiersbe

Compartilhar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.