As coisas espirituais são discernidas espiritualmente.

I Coríntios 2: 14-15
 “Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido”.

O discernimento do qual a Bíblia se refere não é a capacidade de avaliar todas as coisas com bom senso e clareza. O discernimento bíblico não tem nada a ver com a intelectualidade ou capacidade extraordinária de raciocínio do indivíduo. O discernimento bíblico é uma habilidade que Deus concede aos seus filhos para que possa julgar tudo aquilo que acontece no âmbito espiritual, a fim de que não fiquem enganados. Não é “adivinhar”, mas compreender com extrema clareza a natureza dos fatos.

O desejo de Deus é que todos os seus filhos tenham um desenvolvimento “sadio”, desenvolvimento que se aplica a vida espiritual do crente e que tem relação com o conhecer intimamente a Deus e não saber tudo sobre a religião. O crente que não lê Bíblia, não está se alimentando do que lhe indispensável para o amadurecimento e desenvolvimento espiritual.

Paulo, em seus ensinos, divide a existência do homem em duas fases. A primeira fase fala do homem em si mesmo, é o homem natural pensando, agindo, falando, sentindo e se comportando coerentemente com a sua natureza carnal; a segunda fase fala do tempo pós encontro com Jesus, é o homem salvo que, agora, age, fala, sente e se comporta conforme os parâmetros que estão estabelecidos por Deus em Sua Palavra. O homem natural fala daquilo que lhe é natural, pois, ele as conhece profundamente, mas, das coisas espirituais, só pode falar aquele a quem foi revelado tais coisas e, para receber tais revelações é imprescindível que o Espírito Santo de Deus habite nele e, para que o Espírito Santo habite em alguém, é necessário que tal pessoa creia em Jesus e na Sua obra.

Paulo ensina aos crentes de Corinto e, também, a nós, que é impossível que pessoas que vivem em mundos diferentes possam conviver pacificamente (não no sentido de inimizade, mas, no sentido de divergirem as opiniões) ou se compreenderem. Ou seja, é praticamente impossível que aqueles que agora são espirituais convivam pacificamente com os que são carnais. Tudo o que o homem espiritual fala, pratica e sente é, incompreendido pelo homem natural, pois, lhes parecem loucuras.

Paulo está nos ensinando que é impossível que o homem natural entenda plena e verdadeiramente o que é a vida do crente, não no sentido das nossas limitações e falhas, pois não somos perfeitos, mas ele não consegue compreender como a vida do crente pode ser tão próspera em meio a tanta calamidade; como o crente pode ser feliz em meio a tantas aflições; como o crente pode viver em paz em meio a tantas tribulações; enfim, o homem natural não entende como o crente pode louvar quando o tempo é de clamar.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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