O crente tem a promessa de conhecer a Deus face a face.

I Coríntios 13: 12
 “Porque, agora, vemos por espelho em enigma; mas, então, veremos face a face; agora, conheço em parte, mas, então, conhecerei como também sou conhecido”.

Embora o texto proposto para o devocional de hoje seja apenas o versículo 12 do capítulo 13 da primeira carta escrita aos Coríntios, é muito difícil fazer um comentário dele fora do seu contexto. Contexto, este, que trata da importância de se cultivar o maior e mais precioso sentimento que o homem pode ter – O AMOR. Todavia, o que Paulo quer deixar bem claro para seus leitores é que este sentimento deve estar em evidencia em todos os momentos de nossa existência aqui neste mundo. O versículo 12 é a conclusão da sua argumentação, ou seja, por mais que demonstremos esse sentimento – o AMOR, ainda assim, ele não será a verdadeira expressão do que ele, de fato, representa, pois, os dons e profecias serão extintos um dia, isto é, não serão mais necessários, mas o AMOR jamais será extinto porque Deus é amor.

A salvação não é como um bilhete de loteria que vai proporcionar ao contemplado viver num lugar paradisíaco, sendo servido pelos anjos e vivendo de forma descontraída e desocupada. Eu diria que viver como salvo é estar com o “passaporte” devidamente vistoriado para embarcar a qualquer instante, pois quando a “embarcação” chegar não teremos tempo de vistoriar nada. Claro que nenhuma embarcação virá nos buscar, mas usei essa ilustração para que se possa entender com mais facilidade como ocorrerá o arrebatamento.

O crente que vive esperando chegar ao Céu para desfrutar das bênçãos que estão prometidas aos salvos, não está vivendo em toda a plenitude que lhe está conferido viver – “Na verdade vos digo que ninguém há, que tenha deixado casa, ou pais, ou irmãos, ou mulher, ou filhos pelo Reino de Deus e não haja de receber muito mais neste mundo e, na idade vindoura, a vida eterna”. O que falta algumas pessoas entenderem é que quando se fala de crente não estamos nos referindo aos frequentadores de igrejas, mas falamos daqueles que vivem de forma coerente com o que professam com seus lábios aquilo que origina no coração.

O Céu, o qual nos está prometido como habitação eterna, não é um lugar que o Senhor construiu especialmente para receber os que vivem de maneira fiel e obediente a Ele, o Céu é a própria morada do nosso Deus. Sendo assim, o que está para acontecer conosco é algo que muitos nunca experimentaram nesta vida e, essa falta de experiência não é porque não ansiaram por isso, mas por que não compreenderam plenamente o que Deus estava lhes garantindo. A satisfação, o gozo, a alegria, o regozijo, a paz, a plenitude de uma vida perfeita são bençãos eternas que podemos desfrutar aqui.

Se lá no Céu houver lembrança da vida aqui neste mundo (embora eu creio que não haverá, não da forma como pensamos), muito vão se lamentar das muitas oportunidades perdidas.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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