Cristo ensinou que a oração deve ser feita sem o uso de vãs repetições.

Mateus 6: 7
 “E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que, por muito falarem, serão ouvidos”.

Jesus está nos ensinando, por suas instruções nesta seção do conhecido, melhor dizendo, do intitulado sermão do monte que não existe uma fórmula bíblica para a oração. Em nenhuma parte da Bíblia encontramos um modelo padrão que deve ser copiado e repetido como sendo uma oração, nem o “Pai nosso” deve ser visto como tal. Se, como temos falado, a oração é uma “conversa” particular com Deus, devemos ser sinceros em nossa postura e palavras, por isso, é que Jesus nos ensina o que NÃO devemos fazer quando estivermos orando.

A oração não é uma “ferramenta” exclusiva do crente. Todo homem que põe a sua fé em algum deus, dirige suas orações a ele. Todavia, o que faz da oração uma ferramenta poderosa é a condição (espiritual) de quem ora associada à quem se ora. Conta-se a história de um muçulmano que estava correndo atrás de um homem para matá-lo, com a faca na mão. Nesse momento o muezin (pregoeiro encarregado de anunciar, do alto dos minaretes, as cinco horas de prece obrigatórias dos muçulmanos) emitiu seu chamado à oração. O homem desenrolou seu tapete de oração, prostrou-se e repetiu rapidamente suas orações, voltou a enrolar o tapete e seguiu correndo atrás de seu inimigo, com a intenção de matá-lo. É muito bonito recordar a Deus três vezes por dia, mas existe o perigo que em cada uma destas ocasiões a maioria se limite a repetir palavras ocas, sem um significado devocional autêntico.

Somos advertidos biblicamente com ênfase a não nos conformarmos com esse mundo e, essa advertência não se limita aos costumes do sistema mundano apenas, implica, também, em não se deixar ser influenciado por nenhuma outra doutrina, nenhum costume ou tradição que confronte ou contradiga os padrões bíblicos. Por exemplo, durante os primeiros dias da Igreja, os próprios apóstolos pensavam de forma semelhante a alguns rabinos que afirmavam que as orações eram eficazes somente se proferidas no templo ou nas sinagogas, isto está denunciado onde está narrado que João e Pedro foram ao templo na hora da oração.

Biblicamente falando, “vãs repetições” não aponta estritamente para a repetição infindável de um termo ou frase, diz, também, respeito ao modo de orar de alguns, onde as palavras não refletem um desejo sincero de buscar a vontade de Deus. A prática de recitar orações memorizadas pode se transformar em vã repetição. Que fique bem esclarecido, orar em vão não é o fato de ”insistirmos” com o Senhor numa determinada situação, mas sim o de ficar repetindo as mesmas palavras sem o desejo profundo de que elas se materializem.

Mesmo tendo as melhores das intenções, isto é, no sentido de levar tudo a Deus, demonstrando uma vida totalmente devotada em obediência, não podemos ficar recitando orações memorizadas como se fossem formulas mágicas ou chaves para abrirem as portas que se apresentam fechadas diante de nós.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Comentário do Novo Testamento – Willian Barclay
– www.dicio.com.br/muezins

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