O cristão desfruta da liberdade em Cristo e não está sujeito à escravidão.

Gálatas 5: 13
 “Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não useis, então, da liberdade para dar ocasião à carne, mas servi-vos uns aos outros pelo amor”.

Desde a implantação da igreja, ou, melhor dizendo, desde o dia em que foi reconhecida como igreja – no dia de Pentecostes, grave problema se instalou com os ensinos doutrinários dos apóstolos e profetas. Não que eles estivessem ensinando de maneira equivocada as doutrinas, mas, o povo que foi sendo agregado à igreja trazia consigo seus costumes e tradições e, associava a doutrina dos apóstolos e profetas aos seus costumes e tradições. Desta forma, estabeleceu-se dentro das igrejas o grave problema de estarmos posicionados nos extremos da interpretação bíblica.

Estamos, naturalmente, inclinados a nos posicionar em um dos extremos. Dentro das igrejas há crentes que interpretam liberdade como licenciosidade e acreditam que podem fazer o que bem entenderem, bem como, há outros crentes que vendo esse erro no irmão, se posicionam no extremo oposto e impõe a Lei sobre todos – são os legalistas. É em algum ponto entre a licenciosidade e o legalismo que encontramos a verdadeira liberdade cristã.

Por isso, Paulo começa explicando o caráter do nosso chamado: somos chamados para a liberdade. Mas, em que sentido o crente é livre? Ora, o crente é livre da culpa do pecado, pois experimentou o perdão de Deus; livre do castigo do pecado, pois Cristo morreu por ele na cruz. Além disso, por meio do Espírito, o crente é livre do poder do pecado sobre sua vida diária e também é livre da Lei, com seus preceitos e ameaças. Outra pergunta precisa ser respondida: como o crente alcançou essa liberdade? Por meio de Cristo que levou sobre si a maldição da Lei e deu cabo de sua tirania de uma vez por todas.

A advertência de Paulo aos crentes da Galácia era para corrigir a perspectiva equivocada que eles estavam tendo sobre o real significado da liberdade cristã, porque o sistema mundano define liberdade como sendo o direito de ser e fazer tudo aquilo que a pessoa desejar. Entretanto, se até no mundo a “liberdade” do homem tem limites, biblicamente a liberdade do crente não é uma licença para pecar, mas sim uma oportunidade para servir. Paulo exorta os crentes a se libertarem da escravidão do pecado e tornarem-se escravos uns dos outros.

O principio da liberdade não pode ser confundido com o seu significado, pois, liberdade não é fazer aquilo que se quer, mas a capacidade de como fazer o que se deve. A liberdade cristã em nenhum momento anula as responsabilidades dos crentes e, quando entendemos o que é ser realmente livres, espontaneamente, nos tornamos “escravos” do nosso Deus. Mas, claro, isso é obra do amor e do poder do Espírito Santo.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Comentário Bíblico Expositivo do Novo Testamento – Warren W. Wiersbe
– Liberdade Pessoal – J. Hampton Keathley

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