A oração de Moisés pelo povo.

Deuteronômio 9: 19
 “Porque temi por causa da ira e do furor com que o Senhor tanto estava irado contra vós, para vos destruir; porém, ainda por esta vez, o Senhor me ouviu”.

A palavra “avivamento” tem como conceito o que pode ser interpretado da seguinte forma: viver de novo, receber novamente uma vida que quase expirou; reacender a chama da centelha vital do “pavio que fumega”. Embora o avivamento seja algo buscado coletivamente na igreja, todavia, ele é prioritariamente indispensável a cada individuo particularmente. Nenhuma igreja pode ser avivada se os seus membros não forem avivados individualmente. É de extrema importância que entendamos que só é possível haver avivamento onde, em algum tempo, houve vida, ou seja, quem nunca esteve “vivo” não pode, sob hipótese alguma, experimentar o que é o avivamento.

Dos muitos exemplos de líderes que foram levantados por Deus para guiar seu povo (tanto faz se é na Antiga ou na Nova Aliança), o texto bíblico proposto para este comentário, nos fala de Moisés. Moisés foi o grande líder e legislador dos hebreus, sob cuja mão Deus levou os israelitas do Egito às fronteiras da terra prometida. Moisés foi a maior personalidade na dispensação do Antigo Testamento; primeiro porque foi seu fundador e; segundo porque, em seus atos, tipificou o Senhor Jesus Cristo.

O texto bíblico em questão está contextualizado na passagem quando Moisés descia do monte Horebe com as tábuas da Lei escrita por Deus. Moisés foi advertido por Deus sobre o que o povo estava fazendo no arraial. Com tão pouco tempo os hebreus tinham se corrompido e se voltaram para a pratica da idolatria com a conivência de Arão. O desgosto do Senhor foi tão intenso em relação àquele povo que em determinado momento o Senhor insinua em destruí-los desdenhando-os. Moisés, que acabara de descer do monte após quarenta dias e quarenta noites, numa atitude intempestuosa destrói as tábuas da Lei, um gesto que denotava que na aliança com Deus, o homem estava quebrando o acordo, isso era um sinal claro de rebeldia.

Acontece que Moisés não era um “crentezinho” qualquer que se preocupa apenas em frequentar regularmente a igreja, Moisés tinha um profundo relacionamento com Deus e isso lhe proporcionava condição de entrar “com ousadia” na presença de Deus. Por causa disto, Moisés retorna para o monte e fica por lá outros quarenta dias e outras quarenta noites intercedendo em favor do povo. Israel é o nosso parâmetro de comportamento, não que devamos fazer tudo o que eles fizeram, mas naquilo em que agiram com obediência e fidelidade ao Senhor devemos imitá-los e naquilo que erraram devemos nos esforçar para não cometer os mesmos erros. Israel experimentou em toda a sua história grandes avivamentos e ainda lhes resta um, quando toda a nação será alcançada.

Avivamento, diferente do que algumas pessoas pensam, não é algo que se deva viver apenas dentro da igreja. A bem da verdade, ele começa lá e se estende por todas as áreas da vida do crente. Quando o povo está debilitado espiritualmente, o avivamento os leva à condição em que eles sempre deveriam ter estado; ele vivifica-os, dá-lhes uma nova vida, estimula as brasas do fogo quase apagado. A alma doentia que antes era insensível, fraca e triste, tornar-se sincera, vigorosa e feliz no Senhor.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– O que é um Avivamento? – Charles Haddon Spurgeon

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