Davi ora para edificar o Templo.

II Samuel 7: 18-29
Então, entrou o rei Davi, e ficou perante o Senhor, e disse: Quem sou eu, Senhor Jeová, e qual é a minha casa, que me trouxeste até aqui? E ainda foi isso pouco aos teus olhos, Senhor Jeová, senão que também falaste da casa de teu servo para tempos distantes; é isso o costume dos homens, ó Senhor Jeová? E que mais te falará ainda Davi? Pois tu conheces bem a teu servo, ó Senhor Jeová…”

Muito temos ouvido nestes últimos dias sobre a necessidade de um avivamento entre o povo de Deus, digo a igreja de Cristo. Indiscutivelmente isso é necessário de tempos em tempos, pois, é impressionante com que extrema facilidade os crentes hodiernos desanimam da jornada diante das intempéries desta vida, claro que em toda a história da igreja os problema sempre existiram, mas os que tem assolado o mundo ultimamente estão mais intensos e frequentes. Todavia, avivamento não é o que temos visto em alguns cultos – situações embaraçosas, das quais não convém comentar para não ferir o ego de ninguém. Então, o que é avivamento?

Somos avivados quando somos despertados pela real condição espiritual que estamos vivendo e, isto se aplica tanto aos que estão ativos espiritualmente, como aos que, por alguma circunstância da vida, estão com sua “chama” espiritual se extinguindo, bem como, o avivamento também se aplica aos que nunca viveram ou experimentaram de fato o que é uma vida espiritual em plena atividade. No primeiro caso, o avivamento serve para intensificar aquilo que o crente fiel já vive; no segundo caso, o avivamento serve para despertar o crente do perigo que o cerca e, na maioria dos casos, reacender o pavio que apenas fumegava; e, no terceiro caso, o avivamento não promove nenhuma mudança na vida do “crente”, pois tal “crente” ainda que seja um religioso diligente ainda não nasceu de novo.

Um avivamento só pode ser promovido quando há uma busca incessante pela Palavra de Deus. “Vigilhões”, “louvorzões”, orações nos montes, conferências, etc. etc., e outras tantas atividades nas igrejas não são o suficiente para promover nos seus crentes um verdadeiro avivamento. Nada disso, por si só, aviva alguém que está desanimado, a única forma de alguém se avivado efetivamente é através da Palavra de Deus.

A necessidade de um avivamento em nossos dias se deve ao fato de que estamos perdendo o senso da eternidade e, uma das razões para isso é que nós, crentes, não estamos vivendo com a eternidade em nossa mente, todavia, não estamos trabalhando sob a luz da eternidade, nem vivendo no gozo e na antecipação da eternidade. Estamos tão destituídos do senso de eternidade quanto o mundo ao nosso redor. Nós a cantamos em nossos hinos, falamos sobre ela em nossas orações, ouvimos a seu respeito nas pregações, mas ela não está em nossa alma.

A nossa referência bíblica, relata a oração de Davi. Nesta oração, Davi, declara com toda sinceridade de coração que não foi por seu mérito, sua justiça, ou suas boas obras, que o Senhor lhe estendeu as promessas do concerto. Pelo contrário, foi fruto da misericórdia e graça de Deus por amor à sua palavra, à glória do seu nome, futuro do seu povo Israel e, finalmente, à salvação de todas as nações. Davi aceitou com humildade e fé as promessas de Deus. Davi buscava ansiosamente por um avivamento espiritual.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Bíblia de Estudo Pentecostal
– A presença de Deus no Avivamento – Brian Edwards

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