A comovente oração de Salomão.

I Reis 8: 28 – 30
 “Volve-te, pois, para a oração de teu servo e para a sua súplica, ó Senhor, meu Deus, para ouvires o clamor e a oração que o teu servo, hoje, faz diante de ti. Para que os teus olhos, noite e dia, estejam abertos sobre esta casa, sobre este lugar, do qual disseste: O meu nome estará ali; para ouvires a oração que o teu servo fizer neste lugar. Ouve, pois, a súplica do teu servo e do teu povo de Israel, quando orarem neste lugar; também ouve tu, no lugar da tua habitação nos céus; ouve também e perdoa”.

A oração é o termômetro espiritual na vida do crente. Porém, quando falamos que a oração é um termômetro espiritual na vida de um crente, não estamos nos referindo apenas à quantidade de vezes de o crente ora por dia, mas, acima disto, o que vai determinar o nível de relacionamento que o crente tem com Deus, é o “teor” da “conversa” que ele tem com Deus. Teor, aqui, não é a erudição das palavras, mas a sinceridade com que elas são pronunciadas.

O texto Sagrado proposto para este comentário é a oração que Salomão fez ao Senhor (I Reis 8:22-61). Seria de suma importância que o leitor conheça o texto para entender o que passamos a escrever doravante.

Na cultura judaica a oração é algo sagrado, é um momento soleníssimo onde a reverência, o temor e a humildade são os elementos indispensáveis. A postura do adorador, na cultura judaica, é, também, de extrema importância. Um judeu não ora de qualquer jeito, isso é visto como uma ofensa ao Supremo Criador de todas as coisas. A posição judaica de orar é as mãos abertas e estendidas para os céus e os olhos abertos em direção ao alto. O significado das mãos estendidas é uma demonstração da infindável dependência de YWHW; abertas  para demonstrar e confessar que nada, absolutamente nada eles possuem; e os olhos abertos numa demonstração de fé inabalável.

Ao concluir a obra do Templo, Salomão ora ao Senhor e nesta oração ele louva, exalta e glorifica o Nome do Senhor por tudo quanto Ele tinha falado e cumprido – “porque, com a tua boca, o disseste e, com a tua mão, o cumpriste, como neste dia se vê”. Salomão também declara ao Senhor que ele tem a plena consciência de que aquele Templo não pode conter o Senhor, aliás, diz ele que – “os céus e até o céu dos céus te não poderiam conter, quanto menos esta casa que eu tenho edificado”. Enquanto orava, Salomão foi tomado pelo contraste entre a grandeza de Deus e a insignificância do seu trabalho na construção do templo.

Em seguida Salomão “expõe” para o Senhor algumas situações que provavelmente poderiam acontecer entre o povo. Situações, das quais, só o Senhor os poderia socorrer. Esta oração de Salomão conduziu todo povo a um grande avivamento – “E, no oitavo dia, despediu o povo, e eles abençoaram o rei; então, se foram às suas tendas, alegres e contentes de coração, por causa de todo o bem que o Senhor fizera a Davi, seu servo, e a Israel, seu povo”.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Comentário Bíblico Expositivo do Antigo Testamento – Warren W. Wiersbe

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One thought on “A comovente oração de Salomão.

  • 2 de julho de 2020 em 15:34
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    O Senhor ama um coração sincero e pie podemos fazer a oração mesma forma que o Senhor JESUS nos ensinou,uma oração espontânea em agradecimento tbm em petição,conforme a necessidade da ocasião,assim como na aquela época Deus age mesma coisa.

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