Habacuque ora pelo livramento.

Habacuque 3: 1-19
 “Oração do profeta Habacuque sob a forma de canto. Ouvi, Senhor, a tua palavra e temi; aviva, ó Senhor, a tua obra no meio dos anos, no meio dos anos a notifica; na ira lembra-te da misericórdia … … Ouvindo-o eu, o meu ventre se comoveu, à sua voz tremeram os meus lábios; entrou a podridão nos meus ossos, e estremeci dentro de mim; descanse eu no dia da angústia, quando ele vier contra o povo que nos destruirá. Porquanto, ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja vacas, todavia, eu me alegrarei no Senhor, exultarei no Deus da minha salvação. Jeová, o Senhor, é minha força, e fará os meus pés como os das cervas, e me fará andar sobre as minhas alturas”.

Muito diferente do que estamos acostumados a ouvir como testemunho de alguns irmãos, ter um profundo relacionamento com Deus, mas, estamos falando de um relacionamento muito intimo mesmo e não aquela “coisinha” ligeira, sem nenhuma solidez, é uma experiência que, por nos confrontar direta e incessantemente, nos causa temor e tremor. É assim desde o inicio e não pode ser diferente. Moisés quando estava no monte Sinai estremeceu diante da glória de Deus – “E tão terrível era a visão, que Moisés disse: Estou todo assombrado e tremendo”. João, na Nova Aliança, quando viu o Cristo glorificado, caiu a seus pés como se estivesse morto – “E eu, quando o vi, caí a seus pés como morto; e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo-me: Não temas; eu sou o Primeiro e o Último e o que vive; fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre”.

Somente aqueles que tem um chamado de Deus em suas vidas para a realização da obra do Senhor, se preocupam ou se dedicam inteiramente a ela, renunciando, praticamente, a todas as coisas de suas próprias vidas. A oração de Habacuque não era para a prosperidade de seu ministério, antes, era para que a “chama” espiritual jamais se extinguisse, ou seja, o seu desejo não se limitava apenas à sua condição espiritual, mas a de todo o povo.

No texto bíblico proposto para nossa meditação, verificamos que o principal motivo que impulsionou Habacuque a buscar no Senhor um avivamento foi em razão de que ele tivera uma experiência gloriosa com o Senhor; o Senhor falara “pessoalmente” com ele. Paulo, na carta que escreveu aos crentes de Roma, nos assegura que a Palavra de Deus produz fé e, sem fé, não se pode orar com eficácia. A Palavra de Deus e a oração devem sempre andar juntas, para que nossa oração não se transforme em zelo sem conhecimento. D. L. Moody disse “Costumava pensar que devia fechar minha Bíblia e orar pedindo fé, mas percebi que era por meio do estudo da Palavra que obteria a fé“. É impossível que um avivamento ocorra sem que haja um verdadeiro conhecimento ou um profundo relacionamento com o Deus da Palavra.

Em sua oração Habacuque desejava que a obra de Deus prosperasse. Deus lhe revelou o que estava fazendo, e ele orou para que Deus mantivesse viva essa obra e a fizesse prosperar. Certamente aquilo que Deus estava realizando não era o que o profeta queria para si, mas ele aceitou o plano de Deus.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Comentário Expositivo do Velho Testamento – Warren W. Wiersbe

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