O poder de Deus sobre os recursos.

Ageu 2: 7-9
 “E farei tremer todas as nações, e virá o Desejado de todas as nações, e encherei esta casa de glória, diz o Senhor dos Exércitos. Minha é a prata, e meu é o ouro, disse o Senhor dos Exércitos. A glória desta última casa será maior do que a da primeira, diz o Senhor dos Exércitos, e neste lugar darei a paz, diz o Senhor dos Exércitos”.

Ezequiel, cerca de 60 anos antes de Ageu, “viu” a glória de o Senhor abandonar o Templo porque tinha sido profanado. Antes que os adversários se arremetessem sobre Jerusalém destruindo a cidade o Templo, o Senhor recolhe sua glória do Templo. Israel tinha sido avisado de todas as formas possíveis da terrível condição em que se encontravam, eles foram instados a voltarem- se para Deus para que se pudesse curar as “chagas podres não espremidas”, todavia, eles não admitiram e, muito menos, aceitaram que estavam enfermos. Tornaram-se presa fácil do inimigo, pois o Senhor os tinha entregado à própria sorte.

Mas, como bem sabemos, nosso Deus não mente nem muda de opinião de acordo com as circunstâncias, uma vez pronunciada alguma palavra de Sua boca, Ele zela por cumpri-la cabalmente e, de Israel estava dito, por Ele, que seria o povo onde nasceria o Messias. Desta forma, ainda que muitos israelitas se desviassem, sempre haveria um remanescente.

Indubitavelmente, Ageu está falando de acontecimentos futuros. Ele não está se referindo ao que sucederia na consagração do segundo Templo, mas, se refere a fatos que ocorrerão no Reino Milenial – “Virá o Desejado das nações”. Nem o Templo de Salomão com toda a sua suntuosidade e nem os seus inumeráveis sacrifícios serão suficientes para se assemelharem com o esplendor do ultimo Templo – o próprio Deus estará nele.

Provavelmente o ultimo Templo não terá tanta riqueza como o primeiro ou o segundo Templo, por isso, o Senhor está dizendo que dEle é o ouro e a prata e, mesmo que se use os metais mais preciosos desta terra para ornar o Templo, não são eles, em si, que atrairão a presença de Jesus. Não são o ouro nem a prata que evidenciam a riqueza do Templo, mas a real e tangível presença de Jesus.

A predição do profeta Ageu assegura que a manifestação do Filho no Templo não será imperceptível. Ele não se apresentará de maneira sorrateira. Sua aparição será um acontecimento de proporções mundial – “tremer todas as nações” e, como está escrito em outro lugar – “Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até os mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele”.

Ageu, também, se refere à soberania de Deus sobre o mundo inteiro e seu direito exclusivo à riqueza das nações. O Senhor enriquecerá o novo santuário, não só com a glória de Sua presença, mas também com a prosperidade. Deus não apenas prometeu a vinda do Messias e a glória de Deus no templo futuro, mas também prometeu sua paz.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Comentário Bíblico Broadman – Ageu
– Comentário Bíblico Expositivo do Velho Testamento – Warren W. Wiersbe

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