O trágico resultado da mistura.

Oséias 7: 8-10; 14-15
 “Efraim com os povos se mistura; Efraim é um bolo que não foi virado. Estrangeiros lhe devoraram a força, e ele não o sabe; também as cãs se espalharam sobre ele, e não o sabe. E a soberba de Israel testificará em sua face; todavia, não voltarão para o Senhor, seu Deus, nem o buscarão em tudo isso… E não clamaram a mim com seu coração, mas davam uivos nas suas camas; para o trigo e para o vinho se ajuntam, mas contra mim se rebelam. Eu os ensinei e lhes fortaleci os braços, mas pensam mal contra mim”.

Enganamo-nos quanto ao processo de frieza espiritual, pois imaginamos que isso se dá de um momento para o outro sem que esta não seja denunciada por alguns sintomas. E, como na medicina, o descaso com as coisas do Senhor é o sinal patognomônico da frieza espiritual. O Senhor comparou a frieza espiritual do crente como a nuvem da manhã e o orvalho da noite que, são duas coisas que ao aquecer do sol, desparecem sem deixar sinal de que existiram em algum momento. A frieza espiritual induz o crente a comportar-se como se nunca tivera experimentado a vida com Cristo.

O profeta Oséias, ao longo do livro que leva seu nome, nos mostra, através de metáforas e símbolos, a necessidade de nos voltarmos para Deus. Assim, o profeta faz uma analogia entre a relação de Israel com Deus. Oséias quer demonstrar que, Israel, ao adorar outros deuses, comporta-se como uma esposa infiel, que quebra o importante pacto do casamento. Os crentes mostram-se infiéis ao Senhor, ao não seguirem seus ensinamentos, tal qual Israel fez. Tal comparação é resultado de uma experiência vivida pelo profeta. O Senhor ordena que Oséias se case. O profeta decide casar-se com Gomer e juntos têm três filhos, porém tempos depois sua esposa comete o adultério e decide o abandonar. A intenção do profeta é mostrar que mesmo diante dos nossos pecados, a todo o momento, o Senhor nos convida, despertando-nos para o arrependimento, para que possamos ser perdoados e, assim, obter uma nova chance para desfrutarmos do Seu amor e da Sua misericórdia.

Nosso Deus não quer que nosso relacionamento com ele seja constituído de palavras vãs e de rituais vazios; de corações que se enchem de entusiasmo num dia e no dia seguinte estão frios. Um ritual superficial jamais pode substituir o amor sincero e a obediência fiel. Quando a falta de entusiasmo, isso em relação à nossa vida com Deus, se abate sobre nós, o Senhor acende uma lâmpada (desperta-nos) de advertência convidando-nos a voltar para Ele.

Oséias numa linguagem metafórica alertou Israel da sua condição diante de Deus e as graves consequências que estavam suscetíveis, caso não se arrependessem. O texto de Oséias continua sendo muito próprio para os nossos dias, as analogias usadas por ele ainda sustentam os mesmos significados para os dias de hoje, onde muitos crentes vivem em condições de “adúlteros”, tanto no sentido literal da palavra quanto na relação que tem com Deus. 

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
https://www.bibliaonline.com.br/arc/os
– Comentário Bíblico Expositivo do Velho Testamento – Warren W. Wiersbe

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