O despertamento renova.

Isaías 52: 1-11
 “Desperta, desperta, veste-te da tua fortaleza, ó Sião; veste-te das tuas vestes formosas, ó Jerusalém, cidade santa; porque nunca mais entrará em ti nem incircunciso nem imundo. Sacode o pó, levanta-te e assenta-te, ó Jerusalém; solta-te das ataduras de teu pescoço, ó cativa filha de Sião … Quão suaves são sobre os montes os pés do que anuncia as boas-novas, que faz ouvir a paz, que anuncia o bem, que faz ouvir a salvação, que diz a Sião: O teu Deus reina! … Retirai-vos, retirai-vos, saí daí, não toqueis coisa imunda; saí do meio dela, purificai-vos, vós que levais os utensílios do Senhor”.

Infelizmente o povo de Deus tem um comportamento estranho. Dizemos isso no sentido de que só nos voltamos para o Senhor quando o “caldo entorna”. Embora façamos menção das misericórdias de Deus quando recebemos grandes livramentos, porém, Sua misericórdia pode ser vista desde o momento em que damos o primeiro passo na direção oposta à vontade do Senhor, já neste momento o Senhor age misericordiosamente nos advertindo de todas as formas possíveis para evitar que naufraguemos em nossos delitos. Todavia, como diz a Palavra de Deus “nossa cerviz é dura” e por causa da nossa obstinação não nos demovemos dos nossos desejos.

Sempre que estamos nos desviando daquilo que Deus espera de nós, somos despertados. Neste caso, o despertamento aponta para uma vida mais devotada e zelosa, tanto no que diz respeito à obra de Deus a ser realizada quanto no sentido de estarmos cada vez mais separados neste mundo que jaz em trevas. Manter a vida santificada em todo o tempo requer cuidado, trabalho e esforço. A salvação efetuada por Jesus na cruz nos santificou posicionalmente, porém depois deste ato gracioso do Pai, entramos no processo de nos manter santificados até o dia do arrebatamento e, esse processo é reponsabilidade nossa.

Não podemos nos enganar e nem deixar que nos enganem com discursos heréticos sobre a forma como Deus vai tratar com os que aceitaram a Jesus como salvador. A graça de Deus não é uma licença para pecar e muito menos viver de maneira licenciosa neste mundo. Quem conhece a Deus, e isso só é possível quando se conhece a Jesus, sabe perfeitamente que o Senhor não fará vista grossa a ninguém. Ninguém entrará no Céu tendo vivido de maneira negligente aqui neste mundo, isso se aplica aos que são servos de Deus. A santificação não se aplica somente ao que diz respeito sobre o que vestir, comer, beber, falar, pensar e agir, ela aponta, também, para o não se conformar com o mundanismo. Apartar-se do mal e daquilo que aparenta ser mal é, também, santificação. 

A santificação não implica em apenas estar separados das coisas deste mundo, além disto, é necessário que aquele que se santifica esteja ornamentado de suas “vestes” espirituais que indicam que ele é um novo ser, uma nova criatura. De uma maneira mais clara para o entendimento, não basta estar separado do mundo para estar santificado, além da separação, é imprescindível que o que se santifica viva devotadamente para Deus.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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