A grandeza da obra de Deus .

Atos 5: 38-42
 “E agora digo-vos: Dai de mão a estes homens, e deixai-os, porque, se este conselho ou esta obra é de homens, se desfará, mas, se é de Deus, não podereis desfazê-la, para que não aconteça serdes também achados combatendo contra Deus. E concordaram com ele. E, chamando os apóstolos e tendo-os açoitado, mandaram que não falassem no nome de Jesus e os deixaram ir. Retiraram-se, pois, da presença do conselho, regozijando-se de terem sido julgados dignos de padecer afronta pelo nome de Jesus. E todos os dias, no templo e nas casas, não cessavam de ensinar e de anunciar a Jesus Cristo”.

Indiscutivelmente alguns textos estão registrados na Bíblia a fim de nos envergonhar quando contrastamos nossa vida cristã com a dos crentes do passado. Incrível! Parece loucura alguém ficar feliz em receber afrontas e, como o texto deixa bem claro, não foram afrontas verbais, e sim açoites. O constrangimento que os apóstolos sofreram não causou danos morais apenas, antes, deixaram cicatrizes em seus corpos. E, quando leio algo semelhante a isso na Bíblia, sou tomado por uma intensa perplexidade, pois vejo que (não somente eu, mas muitos e muitos crentes) estamos vivendo um cristianismo muito superficial.

A imposição do isolamento social, por causa da suposta pandemia, serviu pelo menos para uma coisa – desmascarar muito crente que estava enganado a respeito da sua convicção espiritual. Sempre que tocamos no assunto sobre a marca da besta, é muito comum ouvirmos muitos irmãos, num rompante, afirmarem enfaticamente que preferem a morte a se sujeitar à marca da besta, ironicamente, a grande maioria destes irmãos, que preferem a morte a receberem a marca da besta, foi os que aderiram de forma enérgica ao isolamento social e a todos os critérios de segurança exigidos por lei – pastores que não cumprimentam o seu rebanho com um aperto de mão e, como se isso fosse pouco, ainda exigem o distanciamento. Não estamos falando do distanciamento nos cultos, mas distanciamento deles, ou seja, o máximo que a “ovelha” pode se aproximar do seu “pastor” é um metro e meio.

É desse tipo de crente que Gamaliel estava falando ao conselho. Em outras palavras o que ele dizia era o seguinte: – não esquente a cabeça com certo tipo de crente não, é apenas fogo de palha. Na hora do aperto alguns desses crentes vão fugir feitos ratos num armazém, porque são crentes que estão estribados na condição humana. Este tipo de crente não tem nenhuma sustentação espiritual. Por outro lado, prossegue Gamaliel no seu discurso, existem alguns crentes cuja vida, em todos os aspectos, está sustentada em Deus e, contra estes, nada podereis fazer.

O extraordinário da obra de Deus é que Ele usa quem quer para executa-la. O que o Senhor busca nos homens (seres humanos) é obediência. Quando Ele diz que dará entendimento ao simples (Sl 19-7), isso não quer dizer que esse “simples” seja exclusivamente uma pessoa com um Q.I. normal e que seja alguém do povo, bem como não faz alusão a singeleza e modéstia de alguém. O “simples”, neste caso, se aplica a alguém tem a própria personalidade, tal pessoa não fica buscando opiniões para se posicionar diante de uma situação, ela está posicionada naquilo em que crê e ponto.

Em suma, o que estamos dizendo é que a grandeza da obra do Senhor está no fato dEle usar tanto o pequeno quanto o grande, usa tanto o inculto como ao culto, usa o pobre e da mesma forma usa o rico; usa o “João ninguém” como também usa pessoas do mais alto nível cultural, econômico e social. A obra é dEle.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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