O dom profético é útil à Igreja.

I Coríntios 14: 1-25
 “Segui o amor e procurai com zelo os dons espirituais, mas principalmente o de profetizar. … Mas o que profetiza fala aos homens para edificação, exortação e consolação. O que fala língua estranha edifica-se a si mesmo, mas o que profetiza edifica a igreja. … Da mesma sorte, se as coisas inanimadas que fazem som, seja flauta, seja cítara, não formarem sons distintos, como se conhecerá o que se toca com a flauta ou com a cítara? … Assim, também vós, como desejais dons espirituais, procurai sobejar neles, para a edificação da igreja. … Todavia eu antes quero falar na igreja cinco palavras na minha própria inteligência, para que possa também instruir os outros, do que dez mil palavras em língua desconhecida. … Mas, se todos profetizarem, e algum indouto ou infiel entrar, de todos é convencido, de todos é julgado. Os segredos do seu coração ficarão manifestos, e assim, lançando-se sobre o seu rosto, adorará a Deus, publicando que Deus está verdadeiramente entre vós”.

O texto bíblico (acima) sugerido é uma das pérolas da teologia de Paulo. Paulo já havia instruído acerca dos dons e da graça do Espírito Santo e, agora, ele se ocupa em doutrinar os crentes a respeito do uso correto dos dons. Equivocadamente os crentes de Corinto estavam buscando o crescimento espiritual, porém apenas na esfera da individualidade, não havia uma preocupação com os outros membros daquele “corpo”. Para tais crentes o que importava era o seu desenvolvimento espiritual e, se alguém desejasse ser igual a ele, que fizesse o que ele estava fazendo.

O que precisamos entender é que o prejuízo ou fraqueza espiritual de um dos membros do corpo de Cristo nos afetará de alguma forma. É terminantemente impossível, agora falando literalmente do corpo humano, que algum membro do nosso corpo que tenha sido afetado por alguma enfermidade, independente do grau de ferimento, não cause dano a outros membros. Jamais podemos esquecer que estamos ligados de tal forma que o prejuízo para meu irmão me atingirá de alguma maneira. A dor do meu irmão tem que doer em mim. O sofrimento do meu irmão tem que me constranger a socorrê-lo.  Se de alguma forma, não estamos vivendo sob esse aspecto, então, infelizmente, não passamos de ossos secos.

Paulo admoesta a igreja, em todas as épocas, a ensinar sistematicamente as doutrinas bíblicas. Pois, aquele que está fundamentado na verdade bíblica não tem uma vida espiritual sustentada ou amparada pelo sentimentalismo religioso, antes, o crente precisa saber em que crê e por que crê e, só podemos chegar a esse nível de entendimento quando a profecia é compartilhada com a igreja, para que esta esteja edificada.

Infelizmente muitos crentes pensam que os dons do Espirito Santo são para adornar a vida do crente e quem “vê” os dons a partir dessa ótica, infelizmente os tem usado de forma limitada, ineficaz e imprópria. Os dons não são enfeites para a vida do crente, antes são capacitações sobrenaturais das quais os crentes são dotados e que por eles edifiquem, consolem ou exortem todo o povo de Deus.

Paulo enfatiza o dom de profecias pelo simples fato de que o que mais importa em um culto não é a quantidade de palavras pronunciadas numa mensagem, mas a qualidade daquilo que se estiver falando, ou seja, não adianta tomar o tempo dos irmãos com um discurso prolongado e repleto de palavras vãs. Mais vale uma frase dita com verdade do que um discurso pronunciado com meia verdade.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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