A Palavra de Deus é inspirada.

II Pedro 1: 16-21
 “Porque não vos fizemos saber a virtude e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo fábulas artificialmente compostas, mas nós mesmos vimos a sua majestade, porquanto ele recebeu de Deus Pai honra e glória, quando da magnífica glória lhe foi dirigida a seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em quem me tenho comprazido. E ouvimos esta voz dirigida do céu, estando nós com ele no monte santo. E temos, mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia esclareça, e a estrela da alva apareça em vosso coração, sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação; porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo”.

A lição proposta para essa semana requer um conhecimento básico sobre a doutrina da Bíblia. O tema de toda a lição vai girar entorno da doutrina da Sagrada Escritura – Bibliologia. Não vamos esgotar este vasto e precioso assunto com os singelos comentários que faço diariamente, todavia, procuraremos falar dos pontos mais importantes deste alvissareiro tema.

Em primeiro lugar, devemos fazer distinção entre o que é inspiração do que é revelação. Por revelação queremos dizer aquele ato de Deus pelo qual Ele dá a conhecer o que o homem por si mesmo não podia saber e, por inspiração queremos dizer que o escritor é preservado de qualquer erro ao escrever essa revelação. Por exemplo, os Dez Mandamentos foram revelados, e Moisés foi inspirado ao registrá-los no Pentateuco.

Outro ponto de suma importância sobre a inspiração é que a inspiração nem sempre implica revelação. Por exemplo, por inspiração divina, Moisés registrou eventos que ele mesmo havia presenciado e que dessa maneira estavam dentro do âmbito do seu próprio conhecimento, ou seja, nestes casos não houve a caracterização de algo revelado. Queremos, também, chamar a sua atenção para o fato de que devemos fazer distinção entre as palavras inspiradas e os registros inspirados. Por exemplo, muitos dizeres de Satanás estão registrados nas Escrituras e sabemos que o diabo certamente não foi inspirado por Deus ao proferi-los; mas o registro dessas expressões satânicas foi inspirado.

As Escrituras, por si só, se declaram inspiradas. Um exame acurado delas revelará o fato de que seu caráter sustenta essa posição. A Bíblia, ao se apresentar em juízo, o faz com bom testemunho. Quanto a seus autores, foi ela escrita por homens cuja honestidade e integridade não podem ser postas em dúvida; quanto ao seu conteúdo, há nele a mais sublime revelação de Deus ao mundo; quanto à influência, tem trazido a luz salvadora às nações e indivíduos, e possui um poder infalível para guiar os homens a Deus e transformar-lhes o caráter; quanto à sua autoridade, desempenha o papel dum tribunal supremo em assuntos religiosos, de maneira que até mesmo os cultos falsos são obrigados a citar suas palavras para poderem impressionar o público.

Aqueles que são ensinados intimamente pelo Espírito Santo depositam confiança firme nas Escrituras; que as Escrituras são a sua própria evidência; que elas não podem legalmente estar sujeitas às provas e aos argumentos, mas sim que obtenham, pelo testemunho do Espírito, a confiança que merecem.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Conhecendo as Doutrinas da Bíblia – Myer Pearlman (Trechos extraídos na íntegra)

Compartilhar

2 thoughts on “A Palavra de Deus é inspirada.

  • 7 de setembro de 2020 em 14:44
    Permalink

    Que artigo abençoado! Parabéns Pb. Erivelton.
    E esse louvor! Amei!

    Resposta

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.