Deus reprova o casamento misto.

Êxodo 34: 10-16; Deuteronômio 7: 3
 “Então, disse: Eis que eu faço um concerto; farei diante de todo o teu povo maravilhas que nunca foram feitas em toda a terra, nem entre gente alguma; de maneira que todo este povo, em cujo meio tu estás, veja a obra do Senhor; porque coisa terrível é o que faço contigo… Porque te não inclinarás diante de outro deus; pois o nome do Senhor é Zeloso; Deus zeloso é ele;… e tomes mulheres das suas filhas para os teus filhos, e suas filhas, prostituindo-se após os seus deuses, façam que também teus filhos se prostituam após os seus deuses” “Nem te aparentarás com elas; não darás tuas filhas a seus filhos e não tomarás suas filhas para teus filhos”.

Continuando a falar sobre o casamento judaico no Antigo Testamento, um doa fatores de suma importância que envolvia a celebração das bodas, eram os trajes a serem usados. À noiva era praticamente adornada como uma rainha. Depois de banhada, ela tinha os cabelos trançados com todas as pedras preciosas que a família possuía ou podia tomar emprestado. As moças que a ajudavam a vestir-se, permaneceriam a seu lado como “companheiras”. O noivo também se vestia com elegância e se adornava com joias – “Regozijar-me-ei muito no Senhor, a minha alma se alegra no meu Deus, porque me vestiu de vestes de salvação, me cobriu com o manto de justiça, como um noivo que se adorna com atavios e como noiva que se enfeita com as suas joias”, sendo acompanhado pelo “amigo do noivo”. Os trajes das núpcias eram tão importantes que se tornavam inesquecíveis. A noiva e o noivo pareciam e agiam como rei e rainha.

Os casamentos às vezes tinham lugar fora do clã –“Os quais tomaram para si mulheres moabitas; e era o nome de uma Orfa, e o nome da outra, Rute; e ficaram ali quase dez anos”, e isso geralmente acontecia por razões políticas –“E sucedeu que (como se fora coisa leve andar nos pecados de Jeroboão, filho de Nebate), ainda tomou por mulher a Jezabel, filha de Etbaal, rei dos sidônios; e foi, e serviu a Baal, e se encurvou diante dele”. Mas nunca era aprovado, porém, porque pessoas de outros clãs adoravam divindades diferentes e isso afetava toda a vida religiosa do povo. Casamentos entre membros muito próximos da família, também, eram proibidos.

Na cultura judaico-cristã, o casamento não é algo que foi inventado ou constituído pelo homem à medida que houve o desenvolvimento da estrutura social. O casamento é parte integrante da natureza humana, foi dado por Deus, para que os seres humanos tivessem a capacidade de cumprirem com os propósitos de levantarem uma posteridade e edificarem um lar. É uma ordenança que foi estabelecida na criação, por isso, o casamento tem um caráter transcendental que traspassa as diferenças relativas que se levantam entre outras culturas.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Novo Manual dos Usos e Costumes dos Tempos Bíblicos – Ralph Gower (Extraído na íntegra)
– O que é o casamento? – Alan D. Myatt

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