O casamento, uma instituição divina.

Gênesis 2: 18-24
 “E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele. Havendo, pois, o Senhor Deus formado da terra todo animal do campo e toda ave dos céus, os trouxe a Adão, para este ver como lhes chamaria; e tudo o que Adão chamou a toda a alma vivente, isso foi o seu nome. E Adão pôs os nomes a todo o gado, e às aves dos céus, e a todo animal do campo; mas para o homem não se achava adjutora que estivesse como diante dele. Então, o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma das suas costelas e cerrou a carne em seu lugar. E da costela que o Senhor Deus tomou do homem formou uma mulher; e trouxe-a a Adão. E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos e carne da minha carne; esta será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada. Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne”.

Na cultura judaica dos tempos do Antigo Testamento, os casamentos eram “arranjados” pelos pais, isso implicava em casar primeiro para amar depois. Os jovens geralmente não decidiam com quem iam casar-se. Embora houvesse, portanto, mais “vontade” do que “sentimento”, esse costume tendia a produzir um padrão estável de casamento – “E Isaque trouxe-a para a tenda de sua mãe, Sara, e tomou a Rebeca, e foi-lhe por mulher, e amou-a. Assim, Isaque foi consolado depois da morte de sua mãe”. A prática dos casamentos arranjados não significa que os pais não consideravam os sentimentos dos filhos – “E chamaram Rebeca e disseram-lhe: Irás tu com este varão? Ela respondeu: Irei”, ou que o amor não acontecia algumas vezes antes do casamento – “Assim, serviu Jacó sete anos por Raquel; e foram aos seus olhos como poucos dias, pelo muito que a amava”.

Os casamentos eram arranjados, se possível, com membros da mesma parentela. Abraão enviou um servo para encontrar uma noiva para Isaque entre o seu próprio povo, e Jacó foi enviado ao mesmo lugar para achar esposa. Os pais de Sansão ficaram desgostosos porque ele não escolheu uma esposa do seu próprio clã.

Uma vez feito o arranjo para o casamento, havia um noivado mais exigente do que os noivados na sociedade contemporânea. O homem assim comprometido com uma mulher, embora não estivesse ainda casado, ficava isento do serviço militar. Se uma moça noiva fosse estuprada por outro homem, não poderia tornar-se esposa deste, como seria normalmente o caso, por já pertencer ao seu futuro marido. Tal violação envolvia a pena de morte – “Quando houver moça virgem, desposada com algum homem, e um homem a achar na cidade e se deitar com ela, então, trareis ambos à porta daquela cidade e os apedrejareis com pedras, até que morram; a moça, porquanto não gritou na cidade, e o homem, porquanto humilhou a mulher do seu próximo; assim, tirarás o mal do meio de ti”. O compromisso do noivado só podia ser dissolvido por uma transação legal (na verdade um divórcio) e a base para tal cancelamento era o adultério.

O casamento envolvia o preparo e a aprovação de um contrato legal. Isso continua existindo no casamento judeu até hoje. Alguns cristãos podem ficar surpresos ao saber que só recentemente foi exigida a presença de um rabino ou sacerdote nas bodas. Outro elemento importante do casamento era a procissão no fim do dia. O noivo saía de sua casa para buscar a noiva na casa dos pais dela.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Novo Manual dos Usos e Costumes dos Tempos Bíblicos – Ralph Gower (Extraído na íntegra)

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