Deus confirma o trabalho da Igreja.

Salmos 90: 17; Atos 9: 31
 “Assim, pois, as igrejas em toda a Judeia, e Galileia, e Samaria tinham paz e eram edificadas; e se multiplicavam, andando no temor do Senhor e na consolação do Espírito Santo” “E seja sobre nós a graça do Senhor, nosso Deus; e confirma sobre nós a obra das nossas mãos; sim, confirma a obra das nossas mãos”.

A igreja primitiva começou a despontar com a pregação do Evangelho num momento em que as religiões antigas estavam em vertiginosa decadência, e os homens, embora insatisfeitos com as formalidades vazias da religião, não tinham outra opção senão permanecer naquela “mesmice” religiosa. As exigências rotineiras do rabinismo os conduziram a uma enfadonha vida religiosa e, por isso, eles ansiavam pelas coisas espirituais e sobrenaturais. Estas expectativas os tornavam vítimas fáceis de qualquer embusteiro que afirmasse ter poderes sobrenaturais. Nessa insatisfação espiritual, as pessoas abraçavam qualquer religião que professasse revelar o desconhecido.

O nascimento da igreja de Cristo, embora tenha ocorrido em meio a lagrimas e sofrimentos, teve por fim, proporcionar ao homem a possibilidade de, arrependido e perdoados os pecados, testemunhar ao mundo o quanto Deus é gracioso e misericordioso, todavia, a ninguém está facultado conhecer o Pai sem que, antes, conheça o Filho. O conhecer o Filho vai além do somente crer em Seus milagres – é expressamente imprescindível que creia nEle, e, Saulo de Tarso foi escolhido para levar  “até aos confins da terra” as Boas Novas de Salvação.

Sem a menor sombra de dúvida Saulo de Tarso conhecia muito sobre Jesus, todavia, ainda não tivera a oportunidade de “conhece-Lo” pessoalmente. Também não podemos nos enganar sobre o anseio que Saulo tinha em conhecer Jesus pessoalmente, porém, como está escrito – “Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça, a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vos conceda”, não somos nós que marcamos um encontro com o Senhor, antes é Ele quem se dá a conhecer no momento e oportunidade que lhe convier.

O aparecimento de Jesus Cristo mudou tudo para Saulo. Precisava de tempo e silêncio para se ajustar à mudança. Seus olhos (físicos) foram vendados a fim de que os “olhos espirituais” se acostumassem à luz recebida. Foi providencial, dando a Saulo tempo para meditar sobre sua nova experiência. Durante três dias, sem comida nem água, dedicou-se à oração.

Deveras, é extraordinário como Deus trabalha no homem, olhemos para Saulo de Tarso. Como a própria Bíblia diz dele, ele era um homem irrepreensível em caráter, religiosidade e conduta na sociedade. Extremamente sábio e instruído na lei, quando o Senhor Jesus se apresenta a ele não despreza nem ignora sua intelectualidade, pelo contrário, o Senhor “apela” para ela e faz a célebre pergunta – “Porque me persegues?”. Em outras palavras o que o Senhor Jesus lhe disse foi: – Saulo vasculha todo o seu conhecimento e contrasta sobre o que sabes sobre mim e, verifica se há alguma razão para seu comportamento. Se não há, porque estás se comportando irracionalmente?

Por não entender com clareza as verdadeiras razões do que se faz. A maioria das pessoas são impulsionadas por paixões cegas. Quem dera as pessoas meditassem mais! Males são praticados por falta de reflexão.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Atos – E a Igreja se fez Missões. – Myer Pearlman

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