Deus tem compromisso com os justos.

Ezequiel 14: 14-20
 “Ainda que estivessem no meio dela estes três homens, Noé, Daniel e Jó, eles, pela sua justiça, livrariam apenas a sua alma, diz o Senhor Jeová. Se eu fizer passar pela terra nocivas alimárias, e elas a assolarem, que fique assolada, e ninguém possa passar por ela por causa das feras; ainda que esses três homens estivessem no meio dela, vivo eu, diz o Senhor Jeová, que nem a filhos nem a filhas livrariam… Ou se eu enviar a peste sobre a tal terra e derramar o meu furor sobre ela com sangue, para arrancar dela homens e animais; ainda que Noé, Daniel e Jó estivessem no meio dela, vivo eu, diz o Senhor Jeová, que nem filho nem filha eles livrariam, mas só livrariam a sua própria alma pela sua justiça”.

O livro de Jó, segundo alguns estudiosos, é o segundo livro da Bíblia Sagrada na ordem cronológica. Jó, para espanto de alguns crentes, não era judeu nem ascendente dos patriarcas de Israel, ele vivia na região de Uz, uma cidade em Edom – “Regozija-te e alegra-te, ó filha de Edom, que habitas na terra de Uz”, oeste do deserto árabe. Ou seja, Os fatos do livro se desenrolam na “terra de Uz”, que posteriormente veio a ser o território de Edom, localizado a sudeste do mar Morto, ou norte da Arábia. Assim sendo, o contexto histórico de Jó é mais árabe do que judaico.

A narrativa do livro de Jó nos aponta para o propósito de Deus ao lidar com Seus santos. O livro de Jó nos mostra inúmeros debates de homens piedosos a respeito do propósito dos sofrimentos dos santos, isto é, o propósito de Deus ao lidar com Seu povo. Nós não encontramos no livro de Jó uma revelação clara do propósito de Deus ao lidar com Seu povo. Deus não revelou isso a Jó, mas revelou séculos mais tarde a Paulo. Em suas cartas, Paulo nos faz entender que o propósito de Deus ao lidar conosco nos despojando de todas as coisas é para que possamos ganhar Deus cada vez mais. Esse é o conteúdo do livro de Jó.

O livro de Jó não é uma ficção ele narra fatos históricos reais. Assim como aprendemos, cremos e ensinamos o escritor é o próprio protagonista, pois se for diferente disto, quem o escreveu deve ter obtido informações detalhadas, escritas ou orais, oriundas daqueles dias, as quais ele utilizou sob o impulso da inspiração divina para escrever o livro na feição em que o temos.

Chamamos a atenção dos leitores para um fato muito importante e muito próprio para os nossos dias e que está evidenciado na história de Jó com extrema clareza – a filosofia humana é totalmente inútil nas questões espirituais. Quando seus três amigos chegaram para o consolarem, homens das fileiras dos sábios, seus argumentos desencadearam-se num processo filosófico que atraiu Jó para longe da simplicidade da fé. Temeroso agora de ter perdido o favor de Deus, ele começou a se queixar.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

 Referências:
– Bíblia de Estudo Pentecostal
– Dicionário Bíblico Wycliffe
– Vida de Jó – Estudo – Witness lee

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