Deus contempla o ser humano, embora este seja finito e frágil.

Salmos 8: 4
 “Que é o homem mortal para que te lembres dele? E o filho do homem, para que o visites?”

Embora, contextualmente, esse versículo se aplica à pessoa de Jesus Cristo, não estaremos sendo hereges ao aplica-lo em nosso comentário, falando sobre a fragilidade do ser humano em relação a tudo que o cerca, fragilidade essa que parece ser ignorada pela grande maioria das pessoas que, por possuírem alguma virtude ou por estarem de posse de alguns bens, se julgam poderosas de modo que estão “imunizadas” contra as intempéries desta vida e livres do juízo divino.

Quando o Senhor afirma que não faz acepção de pessoas, Ele confirma sua declaração dizendo – “… porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons e a chuva desça sobre justos e injustos”, entretanto, para os “justos” o Senhor providencia a sombra ou, agindo de uma forma mais extraordinária, o Senhor ameniza a ação dos raios solares sobre os que temem ao Seu Santo Nome.

Alguns céticos gostam de argumentar que Deus poderia ter destruído Adão e Eva e recomeçado uma nova história, sim, sem dúvida alguma poderia ter feito isso, entretanto a história iria se repetir – o homem pecaria novamente. Não adianta tentarmos elaborar uma saída para anular o efeito do pecado, isso é tão inútil quanto tentar voar como as aves. A solução para o pecado nunca esteve condicionada ao que o homem pudesse fazer para Deus, muito pelo contrário, o problema do pecado só pode ser resolvido quando entendemos o que Deus fez por nós, não havendo em nós nada que despertasse nEle a atenção. Todavia, não basta entender o que Deus fez, além disso, é necessário ser participante do que foi elaborado pelo Deus Trino.

Havia uma crendice no passado de que a miséria de alguém estava condicionada à sua vida espiritual, ou seja, todos os problemas, sejam eles em qualquer esfera da vida, eram consequências de uma vida distante de Deus. Mas, voltemo-nos para a vida de Jó. Jó não era apenas um homem rico, ele era, para os padrões de hoje, um homem milionário e, dentro do conceito antigamente estabelecido ele não podia, em hipótese alguma, padecer algum “castigo” divino. Mas é claro que sabemos que o que Jó sofreu não foi castigo divino, antes, ele foi posto à prova.

Jamais devemos nos esquecer de que, embora sejamos a obra-prima da criação do nosso Deus, essa condição jamais anulará o seu atributo de Justo. Ele nos ama; quer o nosso bem, deseja que vivamos plenamente desfrutando todas as bênçãos que estão reservadas aos Seus; também é o desejo dEle – “Que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade”.

O que fez Deus se lembrar de nós foi o seu inescrutável amor.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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