Um homem com uma família festiva.

Jó 1: 4
 “E iam seus filhos e faziam banquetes em casa de cada um no seu dia; e enviavam e convidavam as suas três irmãs a comerem e beberem com eles”.

É tranquilizador quando, à medida que vamos “conhecendo a verdade”, nos libertamos das fábulas que ouvimos durante muito tempo dentro das igrejas. Quanta asneira já ouvimos a respeito das interpretações que alguns pregadores forçam dos textos bíblicos. Tem muito crente que ainda não entendeu que a Bíblia não é um livro didático da língua portuguesa, mas, muito melhor do que isso, ela é a Palavra de Deus e que por isso nela estão expressamente reveladas à estrita vontade de Deus a qual não permite variações na sua interpretação.

Jó não se comportava como um rei que não se movia do seu trono, ele era um homem ativo, que estava em constante movimento e ia a muitos lugares, realizava muitas coisas e era bem-sucedido em tudo quanto fazia. Os seus filhos não eram muito diferentes dele, eles eram honrados pelos vizinhos, sendo convidados para muitas festas, e as filhas (bonitas, sem dúvida) eram favorecidas. Essa “situação familiar” ajudava Jó a prosperar cada vez mais.

O texto bíblico, de maneira nenhuma, nos induz a interpretar que os filhos de Jó desfrutavam de “prazeres descuidados”, que poderiam ser vistos como o estopim da queda de Jó. Pelo contrário, Jó tinha uma boa família que era estimada pelos seus vizinhos. Nenhum de seus filhos dava trabalho e todos seguiam o seu bom exemplo.

Implicitamente o escritor sagrado enfatiza, nas entrelinhas, sobre o amor e a harmonia dos membros da família de Jó, em contraste com a ruína que roubou tão bela cena de felicidade. O texto não faz nenhuma afirmação sobre a série de festas celebradas constantemente se eram os aniversários de cada filho ou filha. É possível que tais celebrações fossem confinadas a tempos específicos, provavelmente a festas de sete dias, nas quais mais de uma pessoa era honrada. Tão incomum era a harmonia fraterna, que regularmente eles se reuniam para ter banquetes em família, para os quais convidavam seus irmãos.

Ressaltando, então, as reuniões dos filhos de Jó nos ensinam sobre o amor fraternal. Não há em nenhum lugar do livro de Jó ou da Bíblia qualquer comentário censurando o comportamento dos filhos de Jó. Ao fazer os sacrifícios por seus filhos, Jó agia pela precaução. O fato de o patriarca oferecer sacrifícios especiais depois de cada festa não indica que fossem comemorações ímpias, antes, mostra que Jó era um homem piedoso e desejava se certificar de que tudo em sua família estava em ordem diante de Deus.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Comentário Expositivo do Velho Testamento – Warren W. Wiersbe

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