Você tem confiança em Deus?

Jó 4: 4-6
 “As tuas palavras levantaram os que tropeçavam, e os joelhos desfalecentes fortificaste. Mas agora a ti te vem, e te enfadas; e, tocando-te a ti, te perturbas. Porventura, não era o teu temor de Deus a tua confiança, e a tua esperança, a sinceridade dos teus caminhos?”

Nada é mais decepcionante do que sermos acusados sem causa. Em nenhum momento de sua existência, Jó se viu como um homem sem pecados, mas naquela situação, ele tinha plena convicção de que estava inocente. O seu drama; as tragédias vieram sem causa. Todavia, Elifaz queria convencer o patriarca de que estava colhendo o que, porventura, plantou em algum momento de sua vida. A insistência de Jó em negar as acusações de Elifaz não se fundamentava no que citamos logo acima – Jó não era um homem sem pecados – porém, ao recusar o que lhe era apontado como a causa de tudo aquilo, ele admitia ser pecador, mas que os seus pecados não eram mais terríveis do que os deles (seus amigos).

Neste primeiro discurso, Elifaz começa repreendendo Jó pelas lamentações que proferiu. Elifaz acusa Jó de impaciência e desânimo. Em outras palavras ele disse o seguinte: “os problemas mal começaram e você já se deu por vencido?”

Elifaz estava propondo que Jó era o primeiro a ter que entender aquela situação, afinal de contas, ele mesmo (Jó) já tinha aconselhado tanta gente nas mais diversas situações e, agora, numa situação que exige que ele vivesse tudo quanto tinha aconselhado a outros, se mostra desanimado? Jó havia confortado a outros — “tinha fortificado os joelhos desfalecentes” — mas agora que a dificuldade estava sobre ele, tinha se esquecido da verdade contida em seu próprio conselho.

Elifaz, também, nestes versículos, acusa Jó de viver uma falsa religiosidade, ou seja, como muitos pregadores que agem assim nos nossos dias, Elifaz acusou Jó de “pregar” uma coisa e viver outra totalmente oposta. Elifaz estava dizendo que ensinar ou aconselhar outras pessoas que se deve ter fé e paciência nos momentos difíceis da vida é muito fácil, não estando vivendo o que tais pessoas estão vivendo, mas quando somos os protagonistas do enredo, tais conselhos e ensinos não se aplicam a nós? As convicções religiosas fundamentais de Jó deveriam mantê-lo firme nesse período turbulento de sua vida. Essa não é a hora de entregar-se ao desânimo e à melancolia.

Embora o discurso de Elifaz tinisse como a dureza do aço. Embora a insensibilidade de suas palavras denotasse a frieza do aço, o que ele queria, na realidade, era chamar a atenção de Jó para que ele se portasse como ele era visto por todos e por Deus – reto, sincero e temente a Deus.

Elifaz não estava dizendo que Jó não podia lamentar, mas, que o que ele falou em sua lamentação não podia ter sido proferido. Aquela lamentação foi produto de alguém sem fé e que não teme a Deus.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Comentário Bíblico Beacon

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