O sábio daria respostas vazias?

Jó 15: 1-4
 “Então, respondeu Elifaz, o temanita, e disse: Porventura, dará o sábio, em resposta, ciência de vento? E encherá o seu ventre de vento oriental, arguindo com palavras que de nada servem e com razões que de nada aproveitam? E tu tens feito vão o temor e diminuis os rogos diante de Deus”.

Em todas as argumentações dos amigos de Jó, as quais serão comentadas separadamente, os três (Elifaz, Bildade e Zofar) não desistiram de suas acusações. Seus argumentos tinham por fim arrancar uma confissão dos lábios de Jó, mas, este permaneceu irredutível. A cordialidade que Elifaz tinha demonstrado na primeira acusação, desapareceu completa nesta segunda acusação, além do que, ele simplesmente reafirma sua tese anterior, a de que o ser humano é pecador e de que Deus deve castigar os pecadores. Estes três amigos de Jó não tem características de teólogos, mas de filósofos.

Além de insistir que Jó tinha praticado alguma iniquidade, Elifaz neste segundo turno de acusações, acrescenta mais duas: Jó não tem sabedoria suficiente ou que não estava sendo tão sábio como eles pensavam e, independentemente de Jó confessar sua culpa ou não, o castigo é uma punição de Deus ao homem perverso. Em suma, Elifaz nestas duas seções de acusação afirma que Jó é iniquo, não tem sabedoria e é perverso. A situação entre os dois amigos – Jó e Elifaz – está margeando uma discussão, o discurso de Elifaz tornou-se mais agressivo.

Elifaz estava tentando convencer a Jó de que a sua religiosidade (de Jó) estava em desacordo com os atributos divinos, por que se Deus nem sempre castiga os perversos e, de igual forma, nem sempre recompensa os justos, então que motivo haveria para obedecer a Deus? A religião seria inútil! Mas, é exatamente isso que Satanás quer que as pessoas pensem, essa é a teologia do diabo. Se as pessoas servem a Deus pensando apenas no que irão ganhar com isso, na verdade não estão servindo a Deus coisa nenhuma; estão apenas servindo a si mesmas e colocando Deus a seu serviço. Em vez de glorificar a Deus, a religião destas pessoas não passa de uma organização com ares de piedade para promover a satisfação individual.

O problema de Elifaz foi o de subestimar a lucidez de Jó. Jó poderia até estar física, psicológica e espiritualmente abalado, mas ainda não tinha perdido a lucidez. Seu juízo estava em perfeito estado de percepção das coisas. Ele não ia admitir uma coisa que ele não era. Poderiam tortura-lo da pior forma possível, mas ele não ia confessar um “crime” que não tinha cometido. Aliás, a defesa de Jó era dupla: defendia-se a si mesmo e defendia também a Deus, quanto á Sua natureza misericordiosa e graciosa.

Elifaz estava se irritando com a “teimosia” de Jó e suas palavras iam tornar-se ainda mais severas e venenosas.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Comentário Bíblico Expositivo do Velho Testamento – Warren W. Wiersbe

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Erivelton

Cristão Evangélico; Obreiro do Senhor Jesus Cristo, pela misericórdia de Deus; Professor da EBD; Capelão; Estudante persistente da Palavra de Deus; Membro da Igreja Evangélica Assembleia de Deus - Min. Boas Novas em Guarapari-ES. Casado com a Inês; pai do Hugo, do Lucas e da Milena.

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