A soberania de Deus.

Jó 25: 1-2
 “Então, respondeu Bildade, o suíta, e disse: Com ele estão domínio e temor; ele faz paz nas suas alturas”.

Diante da terrível situação, neste ponto da história, em que se encontrava Jó, o Pr. Antônio Mesquita no seu livro – Estudo no Livro de Jó, uma interpretação do sofrimento humano, escreve com louvável inspiração – “Agora ninguém queria vê-lo. Parece que é isto o que o poeta nos ensina. Não havia mais esperança, e ele se ia, quer dizer, marchava para a cova, o lugar tão desejado a um homem nas suas condições. Estava mesmo indo para o seu fim, porque, nas condições em que se encontrava, não havia esperança. O retrato é muito bem pintado. Quem quer que tenha escrito o livro, estamos certos de que fora tomado nas mãos do divino Espirito Santo, para nos dar um retrato que também é o nosso, nas devidas diferenças, de pessoa à pessoa e de época à época”.

À medida que vamos conhecendo minuciosamente o comportamento dos amigos de Jó, bem como seus discursos acusadores, temos a nítida impressão de que eles se apressaram em visitar Jó, pois julgavam que o patriarca, em breve morreria e, eles não queriam carregar sobre si a culpa de não terem visitado o amigo ainda vivo. Porém a visita deles tornou-se para Jó um martírio sem fim, pois, com palavras vazias e enfadonhas insistiam em provar uma tese que se desmoronava a cada resposta que Jó dava a eles.

A impressão que temos é que Bildade, agora no seu terceiro discurso, tenta mudar o “rumo” da conversa. Nos capítulos anteriores (23 e 24) Jó faz uma extraordinária declaração da Soberania de Deus e, Bildade começa o capítulo 25 falando do Poder de Deus. Isto é uma clara evidência de que os argumentos se esgotaram. Não estamos dizendo que Bildade falou besteira, claro que não! Aliás, ele falou uma verdade inquestionável, a questão é que o assunto em pauta não girava entorno disto. Bildade agiu, tal qual, alguns pregadores da nossa atualidade, quando estes não tem mensagem nenhuma para pregar, ficam citando versículos da Bíblia.

As “reclamações” de Jó, proferidas em suas respostas, se fundamentavam nas mesmas coisas em que se fundamentam as nossas “reclamações”. A mesma coisa que Jó via, na sociedade em que vivia, nós vemos na nossa sociedade – a prosperidade do ímpio. Ora, se Jó sendo justo, está sendo “castigado” por causa de algum pecado oculto (essa era a teologia dos amigos) – a Lei retributiva, por qual razão os ímpios não estão recebendo o “merecido” castigo? Esse era o argumento de Jó para o qual, seus amigos não tinham resposta.

Bildade no seu último discurso fala muito pouco, demonstrando que estavam esgotados seus argumentos diante da insistência do reto, íntegro e sincero Jó.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Estudo no Livro de Jó, uma interpretação do sofrimento humano – Pr. Antônio Mesquita

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