O ímpio, porventura, desaparecerá?

Jó 20: 6-7
 “Ainda que a sua altura suba até ao céu, e a sua cabeça chegue até às nuvens, como o seu próprio esterco perecerá para sempre; e os que o viam dirão: Onde está?”

Zofar no seu último discurso não poupou veneno em suas palavras. Além de proferir palavras carregadas de ofensas e enfaticamente reprovadoras, Zofar, também, acusa Jó de se beneficiar injusta e fraudulentamente de outras pessoas por causa da sua condição financeira e posição social. Ele insinua abertamente que Jó usou seus bens para explorar e oprimir os pobres, arrancando-os de suas casas e apropriando-se de suas propriedades. E, por fim, num gesto como que se estivesse se livrando de um peso na consciência, por ter sido amigo de alguém tão inescrupuloso como Jó, ele diz: “Os seus prazeres terminaram, Jó. Você está perdido. Sua perversidade finalmente o derrubou”.

O ser humano (não no sentido generalizado), independente da era em que tenha vivido, sempre age com maldade, frieza e impiedade no momento em que precisa demonstrar compaixão e amor pelo próximo. Ressaltando que quando falamos de “próximo” nos referimos a qualquer pessoa e não estritamente as do nosso circulo de conhecimento. Mesmo por que, até às que são do nosso circulo de conhecimento, quando necessitam do nosso apoio, antes de apoiarmos sempre vem um julgamento.

Jó estava desgostoso, desamparado, desanimado e (segundo alguns) deprimido.  A pergunta é: Havia necessidade de acrescentar mais algum “ingrediente” para tornar a vida desse homem mais amarga?

Sanders escreveu o seguinte: “Esta é a última vez que ouvimos falar de Zofar, e não vamos sentir sua falta”. De fato, quando alguns “zofares” desaparecem da igreja nem percebemos a ausência deles. Infelizmente existem algumas pessoas, até mesmo, irmãos na fé, que são tão “intragáveis” que a simples presença deles em qualquer ambiente corrompe a comunhão entre as pessoas.

Tiago ao escrever-nos sobre os cuidados que devemos ter com a nossa língua, aponta exatamente para situações como a que Jó viveu.  Alguns de nós temos línguas extremamente aguçadas e, frequentemente dizemos palavras que ofendem e ferem, entretanto, nós “envernizamos” nosso discurso com frases que imitam uma ardente piedade. Pensar antes de falar é um ato de sabedoria, pois, mesmo pensando muito antes de falar, ainda assim, nossas palavras, ás vezes, não são pronunciadas com o cuidado que exigia a situação, não avaliamos o impacto que elas produziriam.

Zofar não fez caso da situação em que o “amigo” estava. Pronunciou palavras rudes e ferinas. Apesar de Jó ser um homem de Deus experiente e amadurecido, elas devem ter machucado ao explodirem em sua mente.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Liderança Espiritual – J. O. Sanders
– Séries heróis da Fé, Jó – Charles Swindoll

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