Trazendo luz ao que estava escondido.

Jó 28: 11
 “Os rios tapa, e nem uma gota sai deles, e tira para a luz o que estava escondido”.

No capítulo 25, Bildade foi quem deu por encerrada a argumentação de acusação dos três amigos e, do capítulo 26 até o 31 estaremos diante de um monólogo onde Jó vai replicar tudo o que seus amigos falaram. O seu último e breve discurso foi em razão do “impasse” que as argumentações dos três amigos criou, pois, a compreensão e a aplicação teológica dos três exigia que Deus agisse conforme o que eles sabiam e, sendo assim, agora (no cap 25), eles se encontram num beco sem saída – afinal de contas quem está certo, Deus ou Jó?  

A reclamação de Jó em relação aos seus amigos se fundamenta no fato de que aquilo que Jó mais necessitava eles não deram em nenhum momento. Estiveram tão focados em acusa-lo de pecado que se esqueceram de realizar o que, realmente, deviam fazer. A repreensão de Jó a Bildade foi por que nenhum deles puderam lhe dar ajuda alguma – “Jó, porém, respondeu e disse: Como ajudaste aquele que não tinha força e sustentaste o braço que não tinha vigor! Como aconselhaste aquele que não tinha sabedoria e plenamente lhe fizeste saber a causa, assim como era! Para quem proferiste palavras? E de quem é o espírito que saiu de ti?”. Jó em toda a sua fraqueza e debilidade (em amplo aspecto) não recebeu nenhuma palavra que pudesse fortalecê-lo. Eles acusaram Jó de não ser o sábio que imaginaram que era, no entanto, nenhum dos três compartilhou com ele uma só migalha de sabedoria ou discernimento. Se as palavras de Bildade tivessem vindo de Deus, teriam edificado Jó, pois ele havia clamado a Deus pedindo que lhe respondesse, porém, as palavras de Bildade vinham apenas dele próprio e, por isso, não fizeram bem algum a Jó – “E de quem é o espírito que saiu de ti?”

Jó, mesmo numa situação calamitosa, começa a instruir seus amigos sobre o que, de fato, significa sabedoria. E, quando falamos de situação calamitosa, não é somente uma força de expressão, mas, o que realmente Jó estava vivendo naquele momento. Ele fala (no início do cap 28) que a verdadeira sabedoria não é algo que o homem alcança apenas pelo esforço em si mesmo e, Jó usa o trabalho dos garimpeiros como alusão.

O conhecimento teológico de Jó, bem como a sua aplicação são extraordinários. Ele expõe com extrema habilidade que, embora o homem (com ou sem tecnologia) possa atingir até as profundezas da Terra em busca de grandes riquezas, embora ele possa chegar a lugares aonde nenhum outro ser vivo se atreve a ir, embora ele possa fazer jorrar águas em desertos, o homem não é capaz de encontrar a sabedoria de Deus por seu próprio empenho. E preciso mais do que coragem e inteligência; é preciso humildade e percepção espiritual.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Comentário Bíblico Expositivo do Velho Testamento – Warren W. Wiersbe
– Bíblia de estudo NAA
– Comentário Bíblico Jó – Moody

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