Quando se debilita a força e o vigor.

Jó 30: 2-5
 “De que também me serviria a força das suas mãos, força de homens cuja velhice esgotou-lhes o vigor? De míngua e fome se debilitaram; e recolhiam-se para os lugares secos, tenebrosos, assolados e desertos. Apanhavam malvas junto aos arbustos, e o seu mantimento eram raízes dos zimbros. Do meio dos homens eram expulsos (gritava-se contra eles como contra um ladrão)”.

O termo “sofrimento” deriva do latim, sufferre, termo pelo qual os velhos romanos designavam quem estava “sob ferros”; acorrentado; submetido à força (fosse escravo ou prisioneiro). Ou seja, a origem do nosso popular “sofrimento”: palavra pela qual melhor se traduz, em português, a infelicidade contínua e intensa e, no momento em que ocorre, irremediável, é justamente o vocábulo que designava a opressão, a submissão, a situação da criatura submetida ao poder de outrem, que como coisa, ou “ferramenta”, padece de todos os infortúnios capazes de lhe “ferir” (machucar) corpo e alma.

Verdadeiramente ninguém, por livre e espontânea vontade, gostaria de ser submetido a algum tipo de sofrimento, mas, quando somos acometidos por algum sofrimento, devemos ter sabedoria o suficiente para “extrair” das circunstâncias que se apresentarem ensinos que nos conduzirão ao alívio físico, mental e espiritual. Broadman escreveu o seguinte, sobre o sofrimento: “O sofrimento nos ajuda a esclarecer as nossas prioridades e nos concentrar nos objetivos certos. Quanto maior a dor, tanto mais clara a visão. Quanto mais sofremos, tanto melhor determinamos o que realmente importa. Durante o processo, substituímos o conhecimento pela sabedoria”¹.

De fato, quando estamos em algum aperto, seja em qualquer esfera de nossa vida, nós refletimos mais sobre ao que devemos dar mais prioridade. Em momento algum de sua lamentação ou discurso, nós vemos Jó reclamar dos prejuízos financeiros que extirparam seus bens materiais, bem como, não vemos Jó proferir nenhuma reclamação pela perda dos filhos e filhas. A prioridade de Jó naquele exato momento era outra, sendo assim, podemos dizer que, em algumas situações, o sofrimento nos serve de “farol” em meio a escuridão. O sofrimento, podemos dizer, que nos serve de “aio” para nos conduzir a um caminho certo.

Já vivi o suficiente para estar convencido de que o sofrimento não é um inimigo. Parece estranho dizer isso, mas a verdade é que ele é um amigo. Até que reconheçamos essa verdade, não iremos colher os seus benefícios. Jó está vivendo no cadinho. A desgraça que o envolveu forçou-o a enfocar as coisas que realmente importam”.  (Swindol)

Os amigos de Jó (Elifaz, Bildade e Zofar), deste ponto em diante da história, deixaram de ser oradores para se tornarem meros espectadores da situação lamentável que Jó estava vivendo. Imagina a cena: os três de pé com os braços cruzados sobre o peito aguardando o resultado, que segundo o julgamento deles só poderia ser um – culpado.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Jó, Séries Heróis da Fé – Charles Swindol
– https://www.dicionarioetimologico.com.br/sofrer/

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