Quando se zomba da vergonha do presente.

Jó 30: 1
 “Mas agora se riem de mim os de menos idade do que eu, e cujos pais eu teria desdenhado de pôr com os cães do meu rebanho”.

Encarar os entraves da vida com sensatez e com os pés no chão é o maior sinal de maturidade, tanto no aspecto físico quanto espiritual. O crente não pode viver iludido com “profecias” lançadas ao vento, é estarrecedor vermos nossos “irmãos” menos afortunados na vida, servirem de presa aos abutres religiosos – pessoas inescrupulosas tirando proveito da simplicidade, da ingenuidade e da humildade de alguns irmãos. O livro de Jó é uma cartilha para o crente que se enquadra nestas características – a situação está insustentável, todavia, não se demova da sua fé.

Viver com a firme esperança de alcançar o Céu não é razão para nos comportarmos de maneira incoerente com o processo natural da vida. O que estamos dizendo é que, embora, em algum dia nos mudaremos definitivamente para o Céu, isso não pode servir de desculpa para não vivermos toda a realidade desta vida.

Jó num primeiro momento olha para o passado e recorda tudo quanto viveu e de como o Senhor o abençoara abundantemente em todas as áreas de sua vida, entretanto, Jó não fez do passado o ingrediente indispensável em que pudesse edificar sua fé e convicção espiritual.  Jó sabia perfeitamente que não podia usar as lembranças do passado como fuga, mas precisava encarar a realidade do presente. Ou seja, um passado glorioso e abençoado não vai mudar a realidade do presente seja ele drástico ou não.

Jó faz uma comparação do que tinha sido com o que, agora, estava sendo. O “mas agora” tem um significado aterrador, ele indica que o estado atual de Jó é um contraste gritante em relação ao anterior. A situação de Jó declinou ao ponto de os filhos de homens (homens que ele não consideraria a colocar juntos com os seus cães), jovens ainda imaturos, estarem ridicularizando-o, ou seja, o que Jó está dizendo é que pessoas as quais, noutro tempo, ele não perderia seu tempo em dar algum conselho ou orientação, agora estão debochando dele. A autoestima de Jó declinou a tal ponto que ele sentia que os homens mais “baixos” moralmente o olhavam de cima.

Contudo, embora o desprezo dos homens parecesse afligir Jó de alguma maneira, a partir do versículo 16, Jó vai declara que pior que o desprezo dos homens é ser desprezado por Deus. E, diante destas circunstancias, gritar por socorro em meio às situações desesperadoras é uma coisa natural, especialmente quando a dificuldade está na contramão de todas as expectativas. O homem que no passado estimulava aos outros com palavras de encorajamento, agora, se via isolado e, olhando ele para os lados não encontrava quem o amparasse.

Uma vez que sua esperança morreu, seu cântico se tornou um hino fúnebre. Sua harpa e sua flauta passaram a tocar em tons menores”.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Comentário Bíblico Expositivo do Velho Testamento – Warren W. Wiersbe
– Comentário Bíblico Moody

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