Qual seria a herança do Todo-Poderoso?

Jó 31: 2-3
 “Porque qual seria a parte de Deus vinda de cima, ou a herança do Todo-Poderoso desde as alturas? Porventura, não é a perdição para o perverso, e o desastre, para os que praticam iniquidade?

A Bíblia de Estudo Nova Almeida Atualizada (NAA) faz uma divisão interessante neste capítulo do livro de Jó. A primeira que compreende os seis primeiros versículos recebe o título: “Que Deus me pese numa balança justa”; a segunda porção do texto que compreendem mais seis versículos é intitulada de “Nunca cobicei nem adulterei”; a terceira divisão que abrange onze versículos traz uma confissão de Jó afirmando que ele “Sempre foi justo e caridoso”; a quarta divisão atestam em apenas cinco versículos que Jó “jamais negou a Deus”; a quinta divisão deste capítulo, Jó fala daquilo que foi testemunhado dele “Sempre se apartou do mal”; e, os últimos seis versículos, Jó, como se estivesse diante de um tribunal, entrega verbalmente a sua última defesa – nada mais a declarar!

Jó começa este capítulo, dizendo que havia um concerto estabelecido entre ele e Deus. Concerto que, ele estava disposto a manter intacto ainda que isso lhe custasse à vida. Por diversas vezes Jó usou a conjunção subordinativa condicional “SE” para atestar a sua inocência. Jó começa afirmando o seu compromisso com a fidelidade e questiona como ele poderia quebra-lo. No decorrer de todo o capítulo veremos Jó usando a conjunção “SE” atestando que sua vida não foi conduzida conforme tinha sido acusado: ele não roubou; não cobiçou; não foi negligente com as necessidades do próximo; não foi conivente com os pecados de ninguém; não administrou de maneira irresponsável as bênçãos que Deus lhe deu; e, muito menos, confiou em outra pessoa além de Deus.

Jó tinha tanta convicção da sua conduta como servo de Deus que ele não temeu em invocar o Senhor para ser o seu Juiz – “Pese-me em balanças fiéis, e saberá Deus a minha sinceridade”. Jó tinha plena certeza de que sua vida e a sua conduta não somente eram ilibadas diante do Senhor como, também, era guardado e governado por Ele. As palavras de Jó não podem ser vistas ou entendidas no sentido de vanglória, mas, um discurso de defesa diante dos homens e buscando a justificação de Deus. Jó estava disposto a ser punido caso ele tivesse falhado em alguma obrigação com o seu próximo ou com o próprio Deus.

Durante toda a sua calamidade, o que Jó realmente ansiava era uma resposta do Todo-Poderoso e, se Deus não pudesse atender às suas súplicas, então Jó se prontificou em receber as maldições que faziam parte de seu juramento. Se fosse, de fato, necessário, Jó estava preparado a prestar contas a Deus de todos os seus passos, a fim de levar sua causa a uma conclusão. Jó não tinha o que esconder. O coração de Jó nunca foi ganancioso, nem suas mãos se contaminaram com aquilo que não lhe pertencia.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Bíblia de Estudo Nova Almeida Atualizada (NAA)

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