Quando Deus sonda os caminhos dos homens.

Jó 31: 4-5
 “Ou não vê ele os meus caminhos e não conta todos os meus passos? Se andei com vaidade, e se o meu pé se apressou para o engano”.

Ao declarar sua inocência, Jó não se sustenta em hipóteses, ele apresenta inúmeras evidências que corroboram com a sua condição de inocente (frisando que ele invoca inocência diante daquilo que foi acusado pelos seus amigos). Evidências que poderiam ser facilmente comprovadas por sua conduta diante da sociedade em que vivia e do seu comportamento ilibado diante de Deus. Todo o capítulo 31 é uma defesa que Jó faz de si mesmo, é um manifesto atestando que, apesar da situação em que ele se encontra, sua moral, seu caráter, sua personalidade e espiritualidade nunca estiveram manchadas.

Jó assegura convictamente que nunca houve cobiça lasciva da parte dele – “Fiz aliança com meus olhos; como, pois, os fixaria eu numa donzela? Que porção, pois, teria eu do Deus lá de cima e que herança, do Todo-Poderoso desde as alturas?

Jó, também, está seguro quando diz que não houve mentiras – “Se andei com falsidade, e se o meu pé se apressou para o engano (pese-me Deus em balanças fiéis e conhecerá a minha integridade)”.

Ora, se Jó não está mentindo e afirma que fez um concerto com os seus olhos, indubitavelmente, ele não cometeu adultério – “Se o meu coração se deixou seduzir por causa de mulher, se andei à espreita à porta do meu próximo, então, moa minha mulher para outro, e outros se encurvem sobre ela. Pois seria isso um crime hediondo, delito à punição de juízes”.

Em resposta às acusações, Jó afirma categoricamente que jamais oprimiu alguém – “Se desprezei o direito do meu servo ou da minha serva, quando eles contendiam comigo, então, que faria eu quando Deus se levantasse? E, inquirindo ele a causa, que lhe responderia eu? Aquele que me formou no ventre materno não os fez também a eles? Ou não é o mesmo que nos formou na madre?

Mesmo tendo uma posição social muito elevada, Jó está convencido de que jamais deixou de se compadecer do próximo – “Se retive o que os pobres desejavam ou fiz desfalecer os olhos da viúva; ou, se sozinho comi o meu bocado, e o órfão dele não participou (Porque desde a minha mocidade cresceu comigo como se eu lhe fora o pai, e desde o ventre da minha mãe fui o guia da viúva.); se a alguém vi perecer por falta de roupa e ao necessitado, por não ter coberta; se os seus lombos não me abençoaram, se ele não se aquentava com a lã dos meus cordeiros; se eu levantei a mão contra o órfão, por me ver apoiado pelos juízes da porta”.

Jó atesta com veemência que nunca, em tempo algum, se firmou nos bens materiais – “Se no ouro pus a minha esperança ou disse ao ouro fino: em ti confio; se me alegrei por serem grandes os meus bens e por ter a minha mão alcançado muito… também isto seria delito à punição de juízes; pois assim negaria eu ao Deus lá de cima”.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Jó, Séries Heróis da Fé – Charles Swindol

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