O Espírito de Deus é criador.

Jó 33: 4
 “O Espírito de Deus me fez; e a inspiração do Todo-Poderoso me deu vida”.

É interessante observarmos que este Eliú, da passagem do Livro de Jó, não é mencionado em nenhum outro lugar da Bíblia Sagrada. Até mesmo no Livro de Jó, seu nome vai ser citado em apenas seis capítulos, ele não foi mencionado antes, quando lemos sobre os amigos que chegaram para consolar e, nem depois quando o Senhor convoca Elifaz, Bildade e Zofar para sacrificar e receber a oração de Jó.

Quando examinamos minuciosamente a Sagrada Escritura e, entenda que minuciosamente é quando além de estarmos voltados exclusivamente para o que estamos lendo é indispensável que o Espírito Santo de Deus esteja nos auxiliando, tanto na leitura como na compreensão do que está escrito. Fazendo isto, perceberemos que Eliú não teve uma postura muito diferente dos outros amigos. Como mencionamos anteriormente, ele começa seu discurso já avisando que seu espírito está completamente exasperado com tudo o que, até aquele momento, ele tinha ouvido de todos os que ali se pronunciaram e, sua irritação se dava, principalmente, pelo o que ele tinha ouvido Jó falar.

Se atentarmos cuidadosamente para as palavras que Eliú proferiu, constatamos que ele está se posicionando de maneira mais arrogante que seus companheiros. Elifaz, Bildade e Zofar argumentaram sustentados sobre aquilo que a religião e tradição ensinam, como também aquilo que eles próprios conheciam racionalmente, mas Eliú…, Eliú se não estava se sentindo o enviado exclusivo de Deus para aquela situação, indiscutivelmente se sentia o próprio Deus – “Eis que não te perturbará o meu terror, nem será pesada sobre ti a minha mão”. Embora ele tenha admitido que também era um homem normal – “do lodo também eu fui formado”, todavia, isso parece soar como um comportamento hipócrita, tipo alguns irmãos, hoje em dia, que afirmam veementemente que são simples e humildes, mas que não estendem as mãos nem para cumprimentar os mais humildes da igreja.

Eliú, na verdade, estava ancorado em sua falsa modéstia, pois percebemos que ele começa seu discurso com ares de humildade que à medida que o tempo passa, ele vai se exasperando nas palavras. Ele afirmou que Jó havia se declarado irrepreensível, entretanto, não foi isso o que Jó disse, isso foi o que Zofar interpretou. O que Jó afirmou em sua defesa era que não mentia e não era perverso, antes, ele era justo, reto e não havia desobedecido a Deus, mas, em momento algum, afirmou ser irrepreensível. Jó sempre esteve convicto de sua integridade, mas nunca disse que era perfeito. Jó, em momento algum afirmou ser impecável, mas, que naquela situação era inculpável.

A razão de Jó ter ficado calado durante todo o discurso de Eliú pode ter sido em virtude de três motivos: primeiro – talvez Eliú não lhe deu tempo para responder aos seus questionamentos; segundo – muito provavelmente, Jó percebeu que não “valia a pena” responder; e, terceiro – o menos provável, é que Jó tenha acatado o discurso de Eliú.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Jó, Séries Heróis da Fé – Charles Swindol
– Comentário Bíblico Expositivo do Velho Testamento – Warren W. Wiersbe

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