O cultivo da plena atenção.

Jó 34: 3
 “Porque o ouvido prova as palavras como o paladar prova a comida”.

Em meio a tudo o que estava sofrendo, o que mais dilacerava Jó e aumentava em muito a sua agonia não era os horríveis sintomas de sua enfermidade, nem tampouco eram as perdas incalculáveis que dizimaram todos os seus bens, também não foi a irreparável e inconsolável perda de todos os filhos. Nada disso afligia Jó a ponto de levá-lo a pronunciar alguma blasfêmia. O que aterrorizava Jó era o fato de Deus estar “calado” a seu respeito. Jó, por fim, aceitou a condição de réu, mas onde estava o seu Justo Juiz para proferir a sentença que ele (Jó) tinha certeza de que iria ser proferida – INOCENTE!

O que complicou no diálogo entre Jó e cada um de seus amigos foi o que cada um (inclusive Jó) interpretava do ângulo em que estava vendo a situação, ou seja, do ponto de vista dos amigos a justiça de Deus é incorruptível e eles estavam corretíssimos em suas colocações neste sentido, mas, por outro lado, Jó, do seu ângulo de visão, estava convicto de sua integridade, entretanto, ao afirmar sua condição, intimamente, ele não estava insinuando que Deus estava sendo injusto.

Eliú (que, na minha opinião, se apresentou como o representante oficial de Deus), na sua argumentação expôs três argumentos para provar que Deus, em hipótese alguma, pode agir com injustiça. No primeiro argumento, ele diz que se Deus é injusto, então não é Deus. Se Deus é verdadeiramente Deus, então é perfeito; e se é perfeito, não pode fazer coisa alguma errada. Um Deus injusto seria algo tão inconcebível quanto uma roda quadrada ou um triângulo redondo. De acordo com Eliú, aquilo que, em determinadas situações para nós, parece ser um ato de injustiça é, de fato, justiça – “Porque, segundo a obra do homem, ele lhe paga; e faz que cada um ache segundo o seu caminho”. Na realidade, Deus é tão justo que determinou que o próprio pecado castigaria o malfeitor – “Cavou um poço, e o fez fundo, e caiu na cova que fez. A sua obra cairá sobre a sua cabeça; e a sua violência descerá sobre a sua mioleira”. Não há maneira de escapar da justiça de Deus.

O grave erro de Eliú (e dos outros amigos também) foi o de enfatizar somente um dos atributos de Deus – Justiça. Se o nosso Deus só fosse Justo, nós estaríamos irremediavelmente perdidos. Nosso Deus é, além de justo, bondoso e amoroso e, em sua sabedoria, Ele criou um plano de redenção que satisfaz tanto sua justiça quanto seu amor

Erivelton Figueiredo

 Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Comentário Bíblico Expositivo do Velho Testamento – Warren W. Wiersbe

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