Deus é grande e não despreza ninguém.

Jó 36: 5
 “Eis que Deus é mui grande; contudo, a ninguém despreza; grande é em força de coração”.

Com toda certeza, você que me lê, já participou em um culto onde nos primeiros cinco minutos de discurso do pregador você já estava enfastiado e não via a hora de o pregador encerrar a mensagem e, ele (o pregador) ficava naquela “lengalenga” de “já estou encerrando”. Isso é realmente constrangedor. O verdadeiro crente numa situação dessas permanece quieto no seu lugar suplicando a misericórdia de Deus para a igreja, para que em meio a tantas palavras pronunciadas desnecessariamente, do discurso do pregador, que pelo menos uma, somente uma, seja dita na direção do Espírito Santo.

Eu paro, certos momentos, enquanto escrevo esse comentário, e fico imaginando a cena: Eliú de pé, falando sem parar com ares de “senhor-sabe-tudo”. E, transporto Eliú para os nossos dias, o revisto com as roupas “slins”, sapatinho de duas ou três cores, bico fino; com o microfone enterrado na boca, dando aqueles “gritinhos” e tapas nas coxas; saltitando como se fosse um bailarino querendo espacatear e, falando… falando… sem parar. Eliú teve que pedir mais um pouco de paciência aos seus ouvintes – “Espera-me um pouco”, ou seja, “ainda não terminei de falar, já estou encerrando”.

Eliú, assim como Elifaz, Bildade e Zofar, colocou Deus num ponto inacessível ao homem. Sem duvida alguma, a teologia deles estava certa em alguns pontos – o homem não tem acesso a Deus, quando ele quer fazer isso por si mesmo. O que complicava era a aplicação dessa teologia na situação de Jó. O fato de Deus ser grande e poderoso não significa que ignore o que o ser humano faz ou que não se preocupe com as pessoas.

O silêncio de Deus induzia Jó a acreditar que o Senhor o estava ignorando, mas Deus não tira os olhos de sobre os justos – “Porque os olhos do Senhor estão sobre os justos, e os seus ouvidos, atentos às suas orações; mas o rosto do Senhor é contra os que fazem males” e, no devido tempo, transforma suas circunstâncias. Nosso Deus exalça os aflitos do monte de cinzas e os assenta no trono – “Depôs dos tronos os poderosos e elevou os humildes”, libertando-os de suas cadeias. O Senhor nos corrige e nos disciplina a fim de que possamos aprender a maneira correta de viver.

Na última seção do seu discurso, Eliú, demonstrará que é um homem sábio ou, que, pelo menos, deixou, de fato, a sabedoria fluir naturalmente sem forçar um conhecimento que não possuía.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Comentário Bíblico Expositivo do Velho Testamento – Warren W. Wiersbe

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