O limite do ser humano para compreender Deus.

Jó 36: 26
 “Eis que Deus é grande, e nós o não compreendemos, e o número dos seus anos não se pode calcular”.

Finalmente, Eliú na ultima parte do seu discurso parece ter descido do pedestal da arrogância e revelado que, até o mais soberbo dos homens, quando se submete à soberania de Deus, pode ser alcançado pela luz da compreensão das coisas espirituais. A narrativa deste ponto em diante nos mostra um Eliú totalmente diferente, alguém mais centrado nas coisas que concernem assuntos espirituais. Eliú exalta a grandeza de Deus de maneira impressionante e, agora, temos a impressão que, realmente, ele está compadecido de Jó.

Temos a nítida impressão que Eliú quis retificar tudo o que ele e seus amigos tinham dito até agora. Provavelmente, diante da persistência de Jó em alegar inocência, enquanto “palestrava”, ele foi despertado e, por isso, muda o foco em suas ultima palavras. Os quatro haviam batido firme e energicamente na tecla sobre a justiça de Deus e, agora, somente agora, Eliú expõe de forma extraordinária sua teologia, aplicando-a corretamente. Certamente, Jó deve ter respirado mais aliviado ao ouvir as ultimas palavras de Eliú.

Eliú, corretamente, diz que Deus não faz acepção de pessoas – “Eis que Deus é mui grande; contudo, a ninguém despreza; grande é em força de coração”. Eu diria que a partir deste momento Eliú vai ser um “vaso” nas mãos de Deus, pois ele vai falar sobre as grandes verdades de Deus e aplica-las de maneira correta. De fato, Deus não faz acepção de pessoas, contudo, ao tratar com o ímpio e com o justo, Ele vai agir de forma distinta. O Senhor não vai submeter o justo ao mesmo juízo que está determinado sobre os ímpios. Embora, ainda, contemplemos os ímpios se refastelarem em suas impiedades, uma coisa é certa, Deus está atento a tudo isso.

Mas, agora, querendo consolar Jó, Eliú diz que o Senhor não tira os seus olhos da vida dos justos – “Dos justos não tira os seus olhos; antes, com os reis no trono os assenta para sempre, e assim são exaltados”. As palavras de Eliú, finalmente, são de alívio, ele diz que Deus está o tempo todo  vigiando os justos e, incessantemente protegendo-os, entretanto, quando são atingidos por alguma adversidade, o Senhor age de maneira justa. O que Eliú quer que Jó entenda é que se o justo tiver cometido alguma transgressão, o Senhor o faz tomar conhecimento para que, sendo disciplinado possa ser restaurado ao estado anterior – “E revela isso aos seus ouvidos, para seu ensino, e lhes diz que se convertam da maldade. Se o ouvirem e o servirem, acabarão seus dias em bem e os seus anos, em delícias”.

Finalmente alguém estendeu as mãos pra Jó com a intenção de ajuda-lo – “A isto, ó Jó, inclina os teus ouvidos; atende e considera as maravilhas de Deus”. Eliú não estava apenas ditando o que Jó deveria fazer, melhor que isso, ele se dispôs a ajuda-lo na sua dificuldade – “Sobre isto também treme o meu coração e salta do seu lugar

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Jó, Séries Heróis da Fé – Charles Swindol

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