O homem pode ser vestir de majestade e glória?

Jó 40: 8-10
 “Porventura, também farás tu vão o meu juízo ou me condenarás, para te justificares? Ou tens braço como Deus, ou podes trovejar com voz como a sua? Orna-te, pois, de excelência e alteza; e veste-te de majestade e de glória”.

Não são raras as situações em que nos tornamos vítimas de nossas próprias palavras. O que estamos querendo dizer com isso é que, geralmente, as palavras que proferimos se tornam contra nós mesmos causando-nos terríveis constrangimentos, e isso, indiscutivelmente, acontece pelo simples fato de que não estamos policiando nossa língua e, por causa disto, proferimos palavras sem medir as consequências que estas podem produzir. Não basta dizer: “Pronto, falei!”. É preciso medir as consequências do que se fala. E a melhor forma de fazer isso é compreender que na “Multidão de palavras não falta transgressão, mas o que modera os seus lábios é prudente”.

Quando o Senhor nos adverte acerca do cuidado que devemos ter com as palavras que pronunciamos, Ele está deixando bem esclarecido que não terá por inocente ninguém, independente de quem quer que seja. Mas o Senhor quer que estejamos cientes de que tal advertência não tem por fim nos transformar em pessoas lisonjeiras, isto é, pessoas que falam da “boca pra fora”, ou seja, aquilo que se fala não tem origem no verdadeiro sentimento que inunda o coração. E, embora a pessoa que nos ouve jamais poderá conhecer as verdadeiras intenções do nosso coração, porém, nosso Deus o sabe e, é nesse sentido que Ele nos adverte.

Jó no afã de provar sua inocência, se consciente ou inconscientemente, permitiu que suas palavras fossem interpretadas como absurdas (embora a leitura do texto bíblico nos faz inferir que ele tenha falado conscientemente). Jó estava numa introspecção tão grande quanto à sua conduta diante de Deus e dos homens, que ao falar da sua inocência e assegurar sobre a sua conduta sincera, honesta e fiel, ele só deixou margem para uma conclusão – Deus está sendo injusto com Jó.

Desta forma, neste capítulo (40) do livro de Jó, o Senhor convida Jó a agir com justiça sobre os pecadores do mundo. É como se o Senhor estivesse dizendo para Jó se preparar –“Orna-te”, por que Ele iria se levantar do Seu trono para que Jó sentasse nele e julgar o mundo com a justiça que ele (Jó) dizia ter. O Senhor falou dessa forma porque Jó, como dissemos acima, deixou “transparecer” em suas palavras que sua justiça era maior e melhor do que a de Deus.

A longanimidade e benevolência de Deus o conduzem a tratar Jó misericordiosamente. O Senhor pede para que Jó apresente seus argumentos e capacidade para administrar o mundo melhor do que Ele e, se Jó conseguisse isso, o Senhor estava disposto a reconhecer Sua incompetência e Seu fracasso – “Então, também Eu de ti confessarei que a tua mão direita te haverá livrado”.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Lições Bíblicas (CPAD) 4º trim. 2013 – Sabedoria de Deus para uma vida Vitoriosa (Lição 5)
– Bíblia de Estudo Nova Almeida Atualizada (NAA)

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