Deus ordena a Jó que se cinja como homem.

Jó 40: 6-7
 “Então, o Senhor respondeu a Jó desde a tempestade e disse: Cinge agora os teus lombos como varão; eu te perguntarei a ti, e tu me responderás”.

Diante do que tinha ouvido do Senhor, Jó preferiu manter-se calado, mesmo por que ele não sabia o que responder ao que foi inquirido, em vista disto, nosso Deus conhecendo que Jó não poderia responder qualquer pergunta dessa natureza, ainda lhe dá oportunidade de demonstrar o quanto sabe. Antes o Senhor tinha inquirido sobre vários animais, mas agora, o Senhor quer saber algumas coisas apenas sobre dois animais – o hipopótamo (beemote) e o crocodilo (leviatã).

Mais uma vez o Senhor exige que Jó se porte como homem sábio que ele é. A exigência do Senhor para que Jó fique numa postura adequada é para que Jó entenda a diferença entre sabedoria e inteligência. O testemunho que o Senhor deu de Jó apontava para um homem sábio, mas, sábio no sentido de aplicar todo o conhecimento que tinha de maneira produtiva e eficiente. Mesmo Jó sendo sábio, evidentemente, que há questões nesta vida, tanto na esfera física quanto na espiritual, das quais ele não tem a obrigação de saber só por que é sábio. E, é exatamente isso que o Senhor está demonstrando a Jó. O Senhor levantou questões que teoricamente pareciam simples, mas que, em vez de conhecimento cientifico, requeriam somente sabedoria para se responder.

O silencio de Jó nos conduz a duas deduções: primeira, o seu silencio se devia ao fato de quem estava falando era Deus e isso, por si mesmo, requer profunda reverência, todavia, podemos interpretar que Jó tenha ficado em silêncio apenas por respeito e, não porque estava aceitando tudo o que lhe era dito pelo Senhor; e, segunda, Jó ainda não estava inteiramente quebrantado e sinceramente arrependido. Permaneceu calado, mas seu silêncio ainda não era de submissão. Da mesma forma que muitos crentes nos cultos, o Senhor repreende asperamente e todos ficam no mais fúnebre silêncio, mas, na verdade, poucos são os que aceitam de bom grado a Palavra.

O Senhor faz uma dura repreensão a Jó pela forma como ele usou as palavras em sua autodefesa anteriormente. A irritação dos amigos de Jó foi, justamente, por causa disso: Jó com suas palavras, se ele quis dizer exatamente o que foi deduzido não sabemos, mas foi que se entendeu e ele não retificou suas palavras, insinuou que poderia ser mais justo que o próprio Deus e, como o Senhor não se deixa escarnecer, agora, Ele abre um espaço para Jó agir com a mesma justiça que Ele age em favor dos pecadores – “… tens braço como Deus, ou podes trovejar com voz como a sua? Orna-te, pois, de excelência e alteza; e veste-te de majestade e de glória. Derrama os furores da tua ira, e atenta para todo soberbo, e abate-o. Olha para todo soberbo, e humilha-o, e atropela os ímpios no seu lugar”.

Como temos dito frequentemente, o livro de Jó tem grandes e primordiais ensinos para a nossa vida, tanto no aspecto físico quanto espiritual e, o comportamento de Jó diante das calamidades, também, nos traz ensinos preciosos dos quais não podemos nos esquivar. Jó foi repreendido pelo Senhor pelo muito que falou desnecessariamente. Que isso nos sirva de lição.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Comentário Bíblico Expositivo do Velho Testamento – Warren W. Wiersbe

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