Deus restaura a sorte de Jó e lhe devolve tudo em dobro.

Jó 42: 10
 “E o Senhor virou o cativeiro de Jó, quando orava pelos seus amigos; e o Senhor acrescentou a Jó outro tanto em dobro a tudo quanto dantes possuía”.

Conforme já mencionamos anteriormente, o maior e mais brilhante ensino que Jó assimilou com sua tragédia foi a verdadeira, extraordinária e real experiência vivida com seu Deus. Nada nesta vida pode ser comparado àquilo que Jó experimentou, nada pode ser tão sublime tal como a uma conversa franca e direta com nosso Deus. Ouvir a voz de Deus ainda que seja numa exortação é melhor do que possuir todos os bens desta vida. Ainda que estivesse “irado” com Jó, o Senhor não tratou com Jó conforme ele merecia. Não! Mais uma vez o Senhor deixa sua misericórdia fluir e trata com Jó e seus amigos de maneira misericordiosa, dando-lhes a oportunidade de se reconciliarem entre si e com o próprio Senhor.

Embora estejamos acostumados a ouvir que o Senhor restituiu a Jó o dobro de tudo o que ele possuía antes da tragédia e, instantaneamente, somos conduzidos a pensar somente nos bens materiais e nos filhos, porém, devemos nos atentar para a palavra “tudo” que o Senhor usou para especificar a benção. Quando o Senhor usa uma palavra, Ele a usa no sentido literal, sendo assim, o “tudo” que o Senhor fala se aplica a, literalmente, tudo mesmo. Jó teve vinte filhos (dez estavam com o Senhor e dez com Jó); Jó teve restituído em dobro os bens materiais que havia perdido; Jó viveu o dobro do que viveria – ele viu até a sua quarta geração; e, o mais importante em tudo isso, com toda certeza Jó saiu desta experiência com o “dobro” de FÉ.

A versão americana da Bíblia King James que, segundo alguns estudiosos é uma das cópias mais fiéis dos originais hebraicos e gregos, diz em seu texto que o “Senhor trouxe Jó do seu cativeiro” e a nossa intenção em apontar esse detalhe não é a de mostrar que isso muda a interpretação do texto, mas, que indiscutivelmente, traz um sentido diferente daquele que os pregadores comumente usam. “Virar”, “mudar” ou “trazer” do cativeiro, devem ser compreendidos num mesmo sentido, ou seja, o Senhor restituiu ao original a situação de Jó e, o termo cativeiro deve ser entendido como algo que priva a pessoa de sua liberdade.

Desta forma, Jó, durante o seu “cativeiro” esteve privado de viver em família e até mesmo socialmente, pois havia perdido os filhos e o prestígio entre os homens; Jó, pelas perdas materiais, esteve privado de desfrutar as bênçãos oriundas de seu próprio suor; Jó esteve privado de prestar um “culto racional” a Deus, pois a sua debilidade físico-mental-espiritual estava comprometida; enfim, Jó esteve privado de fazer planos ou, até mesmo, de sonhar, pois estava desolado emocionalmente.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Bíblia King James versão Americana
– Comentário Bíblico Expositivo do Velho Testamento – Warren W. Wiersbe

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