O amor supera os dons espirituais.

I Coríntios 13: 1-3
 “Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria”.

Está predito na Palavra da Deus que o grande problema que o homem enfrenta consigo mesmo não é de ordem emocional, sentimental ou psicológica, mas estritamente espiritual. É sabido por todos que em nosso incessante conflito espiritual, a natureza carnal, ainda que destronada, permanece confrontando a natureza espiritual e, quando essa batalha não fica bem resolvida, (isto é, a pessoa em si mesma, não decidiu quem vai governar sua vida, pois, hora é um crente extremamente devotado e, hora se comporta pior que um ímpio) isso desencadeia uma série de distúrbios sentimentais, emocionais e psicológicos. E, o problema se agrava quando estes distúrbios refletem na maneira como a pessoa interpreta os ensinos bíblicos.

Interpretar aquilo que a Bíblia tem a nos ensinar não é uma tarefa fácil. É imprescindível o auxilio do Espírito Santo para nos fazer compreender, tanto o que é mais complexo como o que é mais simples. E, quando Paulo fala do amor (I Cor 13), ele não está se referindo a um sentimento estritamente emocional. O amor do qual ele fala não está em nós, antes, tem que ser buscado por nós para que possamos realizar com eficiência o que nos está sendo proposto.

O ensino de Paulo nesta porção do texto da primeira carta aos Coríntios, tem que, infalivelmente, nos confrontar energicamente, pois, uma grave acusação pesa sobre os que professam a fé em Jesus Cristo. A acusação, embora não esteja explicitamente declarada, é de que podemos encenar ações carregadas de sentimentalismos sem que o catalizador destes sentimentos seja o verdadeiro amor. Isso é gravíssimo! Há algum inocente aí? Levante sua mão!

Paulo está dizendo que a nossa encenação nos cultos chegam às raias da perfeição, mas, que não produzem efeito nenhum ante o trono do Senhor, aliás, “Deus não é homem” que fica sensibilizado com demonstrações entusiasmadas e carregadas de sentimentos de cunho estritamente humanos. Convém salientarmos que a Bíblia quando fala de amor não está se referindo ao “ágape” em todas as suas citações, todavia, o amor a que somos incitados, por ela, a buscar incansavelmente é o “amor ágape”. Evidentemente que não basta apenas ler a Bíblia, ela deve ser lida e vivida.

Portanto, quando a nossa interpretação do texto – “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”, está fundamentada estritamente na lei, nós “amamos porque é um mandamento”, não estamos agindo conforme a expressa vontade de Deus. Dizemos, e até demonstramos com ações, que amamos, mas, agimos assim, tão somente, por medo de sermos punidos.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz. 

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