Somente Deus é santo em si mesmo.

Apocalipse 15: 4
 “Quem te não temerá, ó Senhor, e não magnificará o teu nome? Porque só tu és santo; por isso, todas as nações virão e se prostrarão diante de ti, porque os teus juízos são manifestos”.

Diante de tudo quanto temos lido e aprendido sobre a soberania divina, particularmente, vemos a soberania de Deus como sendo a autoridade, o domínio e o governo absoluto do Deus Trino, ou seja, não há ninguém que governe, domine ou exerça autoridade junto com Ele. Todavia isso não faz do nosso Deus um ser tirano que governe sobre sua criação de forma arbitrária. Todos os Seus atos estão sempre em conformidade com todos os Seus atributos. Desta forma, quando Ele exige santidade do seu povo (Israel na Antiga Aliança e a igreja na Nova Aliança), Ele não o faz somente porque é Soberano, mas, também, por que é Santo.

Ainda sobre a soberania divina, devemos entender que não se trata de Deus estar acima de todas as coisas, mas, que é impossível, absolutamente impossível, que exista alguma coisa cuja vida ou a própria existência seja independente dEle. Deus não conquistou ou assumiu o controle das coisas em algum ponto da história, não é assim, se pensarmos desta forma estamos indo contra as doutrinas bíblicas e, consequentemente, indo contra o próprio Deus. A Bíblia nos diz que – “Pela palavra do Senhor foram feitos os céus; e todo o exército deles, pelo espírito da sua boca”, “Porque falou, e tudo se fez; mandou, e logo tudo apareceu”. Sendo assim, Ele é eternamente Soberano.

Da santidade de Deus, nos é revelado que significa a Sua absoluta pureza moral; Ele não pode pecar nem tolerar o pecado. A santidade é o atributo que mantém a distinção entre Deus e a criatura, ela não denota apenas um atributo de Deus, mas a própria natureza divina. Portanto, quando Deus se revela a si mesmo de modo a impressionar o homem com a sua Divindade, diz-se que Ele se santificou – “Assim, eu me engrandecerei, e me santificarei, e me farei conhecer aos olhos de muitas nações; e saberão que eu sou o Senhor”, isto é, “revelar-se a si mesmo como o Santo”. Somente Deus é Santo em si mesmo.

A santificação exposta na Sagrada Escritura tem a ver com o ser todo – as partes espiritual, física e moral. Este é o verdadeiro conceito sobre a santificação plena. Paulo ora para que a igreja em Tessalônica possa desfrutar esta grande bênção: “E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo”.

Aqueles que estão realmente buscando o perfeito caráter cristão, jamais consentirão com a ideia de que estão sem pecado. Sua vida social e religiosa pode ser irrepreensível, porém, ainda que o homem se sinta santificado de modo que evidencie o caráter de Cristo e, ainda que se assemelhe à Sua imagem de forma que compreenda a Sua imaculada perfeição, indiscutivelmente, mais profundamente sentirá seu próprio defeito.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– A Soberania de Deus – John Murray
– Conhecendo as Doutrinas da Bíblia – Myer Pearlman

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