A reverência na adoração não é uma questão de formalidade, mas de respeito.

Levítico 10: 1-2
 “E os filhos de Arão, Nadabe e Abiú, tomaram cada um o seu incensário, e puseram neles fogo, e puseram incenso sobre ele, e trouxeram fogo estranho perante a face do Senhor, o que lhes não ordenara. Então, saiu fogo de diante do Senhor e os consumiu; e morreram perante o Senhor”.

Provavelmente muitos de vocês já ouviram algum pregador, naquele momento de extrema euforia, dizer o seguinte – “Não importa como você está, venha que Deus te recebe assim mesmo. Jesus te ama e te aceita do jeito que você está”. De fato, o convite que Deus faz ao homem para receber a salvação é sem parcialidade e, especificamente neste caso, o Senhor receberá o homem do jeito que ele estiver, contudo, quando o homem está salvo, ele deve ter continuamente a consciência de que está, agora, na presença do Deus Santo e, por isso, tudo o que ele realiza para a adoração deste Deus Soberano deve ser na mais completa reverência.

A Bíblia nos trás muitos exemplos de cultos que foram reprovados por Deus. Cultos, estes, que foram prestados por pessoas que faziam parte ou que estavam no meio do povo de Deus. Somos advertidos pela Bíblia que um culto prestado a Deus não se fundamenta em apenas “boa intenção”, não são as aparências externas do adorador que qualificam o culto, mas o que tem origem no seu interior e que foi inspirado pelo Espírito Santo.

Tendo como exemplo de um culto que foi rejeitado por Deus, olhemos para o culto que os sacerdotes Nadabe e Abiú, filhos de Arão, prestaram ao Senhor. Eles não erraram e apenas um momento do culto, pelo contrário, o culto deles estava errado do começo ao fim. Não foi o somente incenso a causa da reprovação, muito pior do que isso, eles agiram errado quanto ao lugar, quanto à hora, quanto à função que lhes era inerente e, além de tudo isso, usavam os utensílios errados. Como sabemos, o que eles fizeram deveria ser algo que somente o sumo sacerdote podia fazer.

Analisemos o fato pela ordem que a Bíblia nos apresenta: primeiro erro – eles usaram seus próprios incensários. Ora, o incensário que o sumo sacerdote usava era ungido e somente ele poderia usa-lo – “Então, tomarás o azeite da unção e ungirás o tabernáculo e tudo o que há nele; e o santificarás com todos os seus móveis, e será santo”. Segundo erro – manusearam o incenso sagrado, exercício atribuído, por Deus, a Arão – “E Arão sobre ele queimará o incenso das especiarias; cada manhã, quando põe em ordem as lâmpadas, o queimará. E, acendendo Arão as lâmpadas à tarde, o queimará; este será incenso contínuo perante o Senhor pelas vossas gerações”.

Vamos concluir com o terceiro erro, embora, outros erros possam ser apontados – eles prestaram aquele culto na hora errada, isto é, aquele culto tinha um dia específico para acontecer. Quanto a este culto, a ordem do Senhor era expressa – “Disse, pois, o Senhor a Moisés: Dize a Arão, teu irmão, que não entre no santuário em todo o tempo, para dentro do véu, diante do propiciatório que está sobre a arca, para que não morra; porque eu apareço na nuvem sobre o propiciatório”. Ou seja, o culto que Nadabe e Abiú queriam oferecer ao Senhor só podia acontecer no Dia da Expiação.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Comentário Bíblico Expositivo do Velho Testamento – Warren W. Wiersbe

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