A Palavra de Deus é a verdade.

João 17: 17
 “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade”.

O terceiro grupo dos dons espirituais, da lista que Paulo cita em I Coríntios, é classificado como dons de elocução ou dons de inspiração e, neste grupo estão o dom de profecia, o de línguas estranhas e o de interpretação de línguas. É imprescindível que entendamos, ainda que basicamente, cada um dos dons. O Dom de Línguas estranhas é a capacidade concedida pelo Espírito Santo para falar numa língua não compreendida pelo orador; o Dom de Interpretação de Línguas é a capacidade concedida pelo Espírito Santo para interpretar aquilo que se fala em Línguas estranhas, entendamos que não é uma tradução literal do que se fala, mas uma interpretação; e, por fim, o Dom de Profecia é a capacidade concedida pelo Espírito Santo para se falar de maneira compreensível aquilo que o Senhor deseja tornar conhecido ao seu povo.

A seguir falaremos mais detalhadamente sobre cada dom.

É preciso fazer a distinção entre a profecia aqui mencionada, como manifestação momentânea do Espírito da profecia como dom ministerial na igreja. Como dom de ministério, a profecia é concedida a apenas alguns crentes, os quais servem na igreja como ministros profetas. Como manifestação do Espírito, a profecia está potencialmente disponível a todo cristão cheio dEle – “E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; e os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, os vossos jovens terão visões, e os vossos velhos sonharão sonhos; e também do meu Espírito derramarei sobre os meus servos e minhas servas, naqueles dias, e profetizarão”. Quanto à profecia, como manifestação do Espírito, devemos observar que se trata de um dom que capacita o crente a transmitir uma palavra ou revelação diretamente de Deus, sob o impulso do Espírito Santo. Aqui, não se trata da entrega de sermão previamente preparado.

A Língua estranha é um dom que não é aprendido em EBDs ou outra reunião qualquer nas igrejas, e, também, não é entendida, tanto por quem fala, como pelos ouvintes. O falar noutras línguas como dom abrange o espírito do homem e o Espírito de Deus, que entrando em mútua comunhão, faculta ao crente a comunicação direta com Deus, expressando-se através do espírito mais do que da mente e orando por si mesmo ou pelo próximo sob a influência direta do Espírito Santo, à parte da atividade da mente. Línguas estranhas faladas no culto devem ser seguidas de sua interpretação, também pelo Espírito, para que a congregação conheça o conteúdo e o significado da mensagem. Ela pode conter revelação, advertência, profecia ou ensino para a igreja.

O Dom de Interpretação de Línguas, é a capacidade concedida pelo Espírito Santo, para o portador deste dom compreender e transmitir o significado de uma mensagem dada em línguas. Tal mensagem interpretada para a igreja reunida pode conter ensino sobre a adoração e a oração, ou pode ser uma profecia. Toda a congregação pode assim desfrutar dessa revelação vinda do Espírito Santo. A interpretação de uma mensagem em línguas pode ser um meio de edificação da congregação inteira, pois toda ela recebe a mensagem. A interpretação pode vir através de quem deu a mensagem em línguas, ou de outra pessoa. Quem fala em línguas deve orar para que possa interpretá-las.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Bíblia de Estudos Pentecostal (pág. 1756)

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