Não despreze as profecias.

I Tessalonicenses 5: 20
 “Não desprezeis as profecias”.

É muito comum atribuirmos a culpa de alguns problemas que as igrejas enfrentam atualmente ao avanço tecnológico e, talvez, até seja mesmo, todavia, a questão do comportamento indevido do crente ante às manifestações do Espírito Santo é algo que se arrasta desde o primeiro século. A igreja neotestamentária já experimentava em seu seio, crentes que agiam tal como o povo israelita no passado. Ignorar ou desprezar aqueles que verdadeiramente falam em nome de Deus é o mesmo que desprezar Deus e, os crentes de Tessalônica estavam agindo desta maneira, para eles a profecia só tinha crédito se fosse proferida por alguém que, segundo o critério deles, fosse intelectualmente capaz.

Já falamos sobre os “tesouros” que são acondicionados em vasos de barro e, isso é uma verdade inquestionável, pois, independente de nossa condição, Deus escolheu falar com os homens através de expressões vocais do homem, e por mais que o vaso seja humilde e inábil, o ouvinte tem de procurar na mensagem que foi proferida pelo profeta a mensagem de Deus para si. Desta forma, tanto na igreja de Tessalônica como nas igrejas de hoje, as pessoas ignoram toda a mensagem pela razão de ter sido proferida por alguém que, segundo julgamos, é inábil.

É, por isso, que no versículo seguinte Paulo orienta que devamos examinar tudo o que foi falado, pois, ainda que o orador não seja um exímio teólogo; ainda que a sua exegese não esteja coadunada com o texto bíblico; ainda que sua hermenêutica não seja a mais correta; ou, ainda que o seu português não seja o mais “refinado”, se ele estiver falando em nome de Deus, indiscutivelmente, há algo de útil e de suma importância na mensagem dele.

Paulo, na verdade, dá três orientações aos crentes de Tessalônica a respeito dos dons do Espírito Santo, pois o fato de desprezarem as profecias incorria num grave e perigoso erro doutrinário. Se atentarmos para os três versículos (19, 20 e 21) veremos que o versículo 20 é uma consequência do 19, e, em contrapartida é a causa do 21. O que Paulo está dizendo é que ao extinguirmos o poder e  autoridade do Espírito Santo toda e qualquer profecia será desprezada, pois julgaremos que tudo não passa da ação do homem e, por estarem se comportando desta forma, a orientação e fazer um exame minucioso de tudo.

Sem dúvida, no ministério profético da igreja neotestamentária havia mais riscos nesse tipo de ministério do que na igreja hodierna, pois Satanás ou o espírito do profeta poderiam tentar imitar uma mensagem de Deus e, desse modo, fazer a igreja se desviar. Se a igreja refreasse tais pessoas, apagaria o Espírito. Se cresse em tudo que diziam, talvez acabasse obedecendo a falsos espíritos. A resposta era “julgar todas as coisas”. É preciso haver discernimento de espíritos.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Comentário Bíblico do Noto Testamento – Beacon
– Comentário Bíblico Expositivo do Novo Testamento – Warren W. Wiersbe

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