O estabelecimento dos Presbíteros.

Tito 1: 5
 “Por esta causa te deixei em Creta, para que pusesses em boa ordem as coisas que ainda restam e, de cidade em cidade, estabelecesses presbíteros, como já te mandei”.

A palavra presbítero é a tradução literal do vocábulo grego presbyteros, que, na tradução do latim, é o correlato para velho ou an­cião. No sentido literal do termo, conclui-se que o presbítero seja um homem mais idoso, com mais ida­de do que o comum dos de um grupo ou congrega­ção. Entretanto, devemos interpretar “idade” como sendo alguém que tenha maior experiencia no sentido de vida mental, vida moral e vida espiritual. No Antigo Testamento o termo “ancião” apontava para os homens de “cabelos brancos”, que eram colocados como “cabeças” de seus respectivos grupos ou famílias – “Assim diz o Senhor: Vai, e compra uma botija de oleiro, e leva contigo os anciãos do povo e os anciãos dos sacerdotes”, como podemos notar nas palavras de Jeremias, o ancião tinha posição destacada, também, entre os sacerdotes. Em todos os casos citados é um homem em idade provecta exercendo função de comando único. Diante disto, ancião, bispo ou presbítero é uma designação dada a alguém qualificado para exercer governo (supervisão), tendo em vista uma vasta experiência na vida moral e espiritual.

No cristianismo primitivo havia a figura do presbítero (grego, πρεσβυτερος, presbyteros), que era originalmente um dirigente de uma igreja local, e o termo episcopos grego: ἐπίσκοπος, supervisor, de onde veio o termo português bispo que era usado intercambiamente até os meados do século II, quando surgiu a distinção entre bispo (supervisor sobre várias congregações) e presbítero (líder de uma igreja local) nas igrejas de então.

Concorda-se, de forma geral, que no Novo Testamento o termo “bispo” é equivalente a “presbítero” (presbyteros). Tanto o nome quanto o ofício do “presbítero” são essencialmente judeus. O nome está particularmente ligado ao concílio de governo de cada sinagoga judaica, seja na Palestina ou na Diáspora. No Sinédrio de Jerusalém os “presbíteros” (ou “anciãos”) formavam uma parte do grupo. Não é de surpreender, portanto, que os termos episkopos e presbyteros tenham sido empregados para líderes nas igrejas do Novo Testamento. Estes eram termos disponíveis e já ligados a organizações que faziam parte da vida cotidiana grega e judaica. Embora certas mudanças fossem, naturalmente, necessárias em função da natureza da igreja cristã e das circunstâncias prevalecentes, os nomes familiares eram mantidos e usados.

O uso do Novo Testamento de episkopos e presbyteros é importante. Já foi considerado que ambos se referiam ao mesmo indivíduo no Novo Testamento, mas qual era a função desempenhada por cada um?

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– O Ofício de Presbítero – Francisco Martins da Silva
– https://pt.wikipedia.org/wiki/Presbítero

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