A ação do presbitério.

I Timóteo 4: 14
 “Não desprezes o dom que há em ti, o qual te foi dado por profecia, com a imposição das mãos do presbitério”.

Em relação a sua etimologia, presbitério vem do latim “presbyter”, que por sua vez vem do vocábulo grego “presbyteros”, que quer dizer assembleia de idosos. A palavra presbitério apresenta dois significados diferenciados: primeiro – é um elemento arquitetônico de algumas igrejas; e, segundo – é um tipo de reunião entre os representantes de uma igreja. Com a consolidação do cristianismo como religião, o termo presbítero foi adotado para referir-se aos líderes religiosos que colaboravam com o bispo. Os primeiros presbíteros foram colaboradores dos apóstolos que seguiam Jesus Cristo e, com o passar do tempo esta figura foi se adaptando às necessidades organizacionais da igreja.

Desta forma, a função de presbítero está inserida na hierarquia eclesiástica, enquanto que o termo presbitério se refere ao conjunto de membros de uma igreja com maior responsabilidade sobre a Igreja, ou seja, o presbitério é o corpo formado pelos pastores, diáconos e os próprios presbíteros. Todos eles formam uma comunidade que representa a união entre os seguidores de Jesus Cristo. Os presbíteros, pastores e diáconos dividem as responsabilidades pastorais ou missionárias e até mesmo as relacionadas à gestão da igreja.

O contexto do capítulo 4 da primeira carta que Paulo escreveu à Timóteo, fala sobre essa gestão na igreja. Paulo, ao que parece, chama a atenção de Timóteo para algo que estava sendo negligenciado pelo jovem Timóteo. E, uma das qualificações do obreiro, seja qual for a função, é estar “apto para ensinar” – “Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar”. Consequentemente, quem está apto para ensinar implica ser apto para aprender. É inadmissível que alguém exerça alguma função ministerial na igreja sem que haja nele um profundo desejo de crescer cada vez mais no conhecimento da Palavra de Deus. Antes de ensinar a outros, deve ensinar a si mesmo – “Tu, pois, que ensinas a outro, não te ensinas a ti mesmo?”. o crescimento espiritual do obreiro é um exemplo, bem como, um estímulo a outros.

Sem a menor sombra de dúvida, não temos em nós mesmos coisa alguma (nem aptidão nem vocação) que nos capacite a servir a Deus; o nosso ministério deve vir inteiramente de Deus – “Posso todas as coisas naquele que me fortalece”, entretanto, isso não pode servir de base para nos acomodarmos e esperar que o Senhor vai realizar aquilo que é nosso dever, tal como cultivar os dons de Deus, usá-los e desenvolvê-los no ministério da igreja local e onde quer que Deus nos coloque.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– www.conceitos.com/presbiterio
– Comentário Bíblico Expositivo do Novo Testamento – Warren W. Wiersbe

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