Bispo – Outro nome para presbítero.

Tito 1: 5,7
 “Por esta causa te deixei em Creta, para que pusesses em boa ordem as coisas que ainda restam e, de cidade em cidade, estabelecesses presbíteros, como já te mandei… Porque convém que o bispo seja irrepreensível como despenseiro da casa de Deus, não soberbo, nem iracundo, nem dado ao vinho, nem espancador, nem cobiçoso de torpe ganância”.

Não é a função ministerial que se exerce na igreja que qualifica o obreiro, antes, é o nível do trabalho que se efetua que determina o tipo de obreiro que somos. Ou seja, não é a consagração, em si, que faz da pessoa um presbítero, antes, a consagração é apenas uma confirmação daquilo que já estava em evidência. Muitos são os trabalhadores que mesmo sem a consagração estão exercendo a função com uma dedicação notável. São responsáveis e extremamente zelosos com uma tarefa que, muitas das vezes, não lhes foi confiada. São pessoas que, independentemente da consagração, estão cooperando para a expansão do reino de Deus aqui na Terra.

Reafirmando uma verdade inquestionável, nenhuma função na igreja faz da pessoa que a está exercendo um crente mais espiritual. Não se qualifica espiritualmente um crente pela função que ele exerce na igreja e, muito menos, (as funções ministeriais) devem ser “concedidas” a bel prazer do pastor presidente da igreja com o intuito de enaltecer um ente ou amigo para a satisfação pessoal. Conheço uma pessoa que suas qualificações morais estão muito aquém daquilo que a Bíblia exige, mas infelizmente, ele foi mantido na sua função como “presbítero de honra” devido a sua afinidade com o pastor da igreja. Digo infelizmente por que essa atitude é uma declaração de morte, tanto para o obreiro quanto para a vida salutar da igreja.

Ao dizer que as portas do inferno não prevaleceriam contra a igreja, Jesus não estava dando autonomia e nem autorizando os obreiros que exercem a função administrativa na igreja de, se comportando como néscios, transformar a igreja do Senhor em um balcão de negócios. Sim! Balcão de negócios, pois, não existe outra razão que não seja os interesses pessoais, que levam um pastor manter ou consagrar alguém que não esteja visivelmente dentro dos requisitos bíblicos para uma função ministerial na igreja.

Nada é tão vergonhoso e embaraçoso quanto ouvirmos um péssimo testemunho de algum obreiro e, pior ainda, quando isso vem daqueles que são de fora. Jesus, na nomeação de Judas Iscariotes, deixou-nos um exemplo para estarmos cientes de que não acertaremos em todas as consagrações. Evidentemente, que somos passíveis de erros, todavia, neste caso, estamos falando de pessoas que não possuem nenhuma qualificação moral visivelmente detectada, mas que mesmo assim, são consagradas para tão nobre função. Numa situação desta, outra coisa não se pode concluir se não um descaso do pastor com as exigências bíblicas.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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