Somente o Senhor deve receber todo louvor e glória.

I Crônicas 16: 25-26
 “Porque grande é o Senhor, e mui digno de ser louvado, e mais tremendo é do que todos os deuses. Porque todos os deuses das nações são vaidades; porém o Senhor fez os céus”.

A soberania é um atributo ativo de Deus em relação a toda a obra criada por Ele, quem rejeita a soberania divina inconscientemente está admitindo que tem a sua vida governada por qualquer coisa que existe. Da soberania divina sabemos que Deus tem o direito absoluto de governar suas criaturas e delas dispor como lhe apraz – “E todos os moradores da terra são reputados em nada; e, segundo a sua vontade, ele opera com o exército do céu e os moradores da terra; não há quem possa estorvar a sua mão e lhe diga: Que fazes?”. Ele possui esse direito em virtude de sua infinita superioridade, de sua posse absoluta de todas as coisas, e da absoluta dependência delas perante Ele para que continuem a existir. Desta maneira, tanto é insensatez, como transgressão, censurar os seus caminhos.

O Deus onipotente, por mais que seja estudada a Bíblia Sagrada, não pode ser plenamente compreendido pelo ser humano, mas nem por isso deixou de se revelar de diversas maneiras e em várias ocasiões a fim de que O venhamos a conhecer. Deus não pode ser compreendido pela mera lógica humana, e nem sequer sua própria existência pode ser comprovada desta maneira. O máximo que a teologia faz é nos aproximar o tanto quanto pode das verdades bíblicas e, mesmo Deus se revelando nas páginas da Bíblia Sagrada, a teologia está limitada naquilo que diz do Senhor. Com isso, queremos dizer que não estamos de forma alguma diminuindo o valor dos ensinos teológicos, muito pelo contrário, eles são imprescindíveis para o crescimento espiritual do crente.

Mesmo sendo Soberano e tendo poder para executar qualquer coisa, o Senhor não age como um tirano que faz prevalecer suas vontades em detrimento à vontade daqueles que Ele criou, neste caso o homem. Não temos a intenção de iniciar um debate sobre o que Deus pode ou não fazer e, muito menos, entrar na questão da predestinação, pois, como dissemos acima, alguns estudantes de teologia, nesses últimos anos, por mais que tenham estudado a Bíblia Sagrada, o máximo que conseguiram foi formar uma singela opinião sobre o Senhor, alguns (raríssimos) estudantes cresceram na graça e no conhecimento, enquanto outros apenas formaram uma opinião. E, dizer o que pensamos de uma pessoa, muitas das vezes, demonstra o quanto não a conhecemos de fato.

Quando falamos da Soberania divina e da responsabilidade humana, muitas pessoas não conseguem enxergar as duas coisas num mesmo plano, pois se Deus é Soberano, Ele deveria intervir na responsabilidade humana para que Seus propósitos fossem alcançados. O que deve ficar compreendido é que o nosso Senhor exerce, conforme a situação, o papel de Pai, Rei e Juiz. A Bíblia Sagrada nos ensina que, como Rei, Ele ordena e controla todas as coisas, inclusive todas as ações humanas, segundo o seu propósito eterno, e que, na condição de Juiz, ele considera todo ser humano responsável pelas escolhas que faz, assim, todos somos responsáveis por nossas reações, naquilo que se aplica a obedecer a voz do Senhor.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Conhecendo as Doutrinas da Bíblia – Myer Pearlman
– Teologia Sistemática – Stanley Horton
– A Evangelização e a Soberania de Deus – J. I. Parker

Compartilhar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.